sábado, 22 de Novembro de 2014

Ilustração: Star Wars por Dave Dorman



O norte-americano Dave Dorman é responsável por muitas das mais belas capas das várias séries de comics Star Wars, assim como posteres e cartas colecionáveis.

Podem aceder ao seu site clicando no link:
http://www.davedorman.com/

E agora apreciem alguns dos seus trabalhos:
















Boas leituras

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Capas WTF: Superman's Girlfriend, Lois Lane #1 e #14



Duas capas com um potencial enorme para provocar sorrisos aos leitores de hoje em dia. Aliás, esta franquia da DC Comics do final dos anos 50 / início dos anos 60, possui um manancial enorme de capas e histórias de arrancar gargalhadas aos leitores!

Ambas as capas foram executadas pela dupla Curt Swan e Stan Kaye, respectivamente para a revista #1 (Abril de 1958) e #14 (Janeiro de 1960).

A revista #1 tinha como história principal "The Witch of Metropolis", em que Lois Lane ao inalar os vapores de químicos de uma experiência se transforma numa mulher com um visual medonho. O efeito é temporário mas Superman resolve brincar com a situação fazendo-a acreditar que tem poderes de feiticeira.
Os autores foram Otto Binder no argumento e Kurt Schaffenberger no desenho.

Na revista #14 Lois Lane lamenta que Superman nunca mais se declare, e então resolve apelar aos ciúmes deste inventando um romance secreto com o Batman... (lol, o Batman nesta altura gostava mais de Piscos).
A história tinha como título "Lois Lane's Secret Romance!" e os autores foram novamente Otto Binder no argumento e Kurt Schaffenberger no desenho.




Boas leituras

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Lançamento Levoir: Universo Marvel Vol.20 - Vingadores Vs X-Men 2



E é com este livro (sai amanhã) que acaba mais uma série da Levoir com o jornal Público. Espero que tenha vendido a contento dos editores e distribuidores, para que no futuro haja mais séries com base nos comics norte-americanos.

Já agora fica a triste notícia que efectivamente a Levoir é a única editora portuguesa a publicar super-heróis, visto que a Panini  cancelou as edições em português PT.

Fiquem com a informação da editora:


— VINGADORES VS. X-MEN 2 —
E ENTÃO RESTOU UM




A Força Fénix fragmentou-se em cinco partes, que se ligaram a cinco dos super- -heróis: Ciclope, Emma Frost, Namor, Colossus e Magia, agora transformados nos Cinco da Fénix, que iniciam uma era de utopia no planeta Terra. Mas, à medida que os seus poderes crescem e se descontrolam, só os Vingadores os poderão deter, numa batalha final contra a Fénix, que terá consequências tremendas e ditará o fim de uma das mais amadas personagens do Universo Marvel.

A conclusão da maior saga da Marvel dos últimos anos, que juntou literalmente todas as personagens da Casa das Ideias numa só história!





















































Boas leituras

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Ilustração: Batgirl por Stanley Lau (Artgerm)



Stanley Lau nasceu no Extremo Oriente, mais propriamente em Singapura. Em 2005, Stanley Lau mais três amigos fundam um estúdio, o Imaginary Friends Studios onde ele assina como Artgerm.

Com o decorrer do tempo o seu trabalho em ilustração é reconhecido pela DC Comics, editora para onde ele tem feito centenas de capas nos últimos anos.
Fiquem com a sua Batgirl!



























Boas leituras

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Capas: Star Wars: Darth Vader #1



Capa "nerdística" a preparar terreno para o "Epi. VII.
:)
O autor é Alex Ross, para uma revista escrita por Kieron Gillen e desenhada por Salvador Larroca.

A história vai ter como cenário o pós Epi. IV: A New Hope, e claro... a estrela vai ser o excelente vilão Darth Vader!
Agora só têm de esperar por 2015!
:D

Boas leituras

sábado, 15 de Novembro de 2014

Animação: Speedrun 60s (1A4 Studio)



Como contar um filme famoso em animação, condensando-o em 60 segundos?
Está a aqui a resposta, e com alguns momentos muito bons.
São animações feitas no 1A4 STUDIO, podem viajar até ao site clicando no link, e lá descobrir muitas pérolas!

Vou apresentar neste post:
  • Aliens
  • Indiana Jones
  • Matrix
  • Star Wars
Os outros Speedruns vocês podem procurar no Youtube.
;)
















Animation production is what 1A4 STUDIO all about. You may consider us as animation animators.
1A4 Studio

Visitem o site onde moram estas e outras boas animações!
:)

Boas leituras


sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Lançamento: Revista do Clube Tex Portugal #1



Vai ser publicada e distribuída em 29 de Novembro o primeiro número da Revista do Clube Tex Portugal.
José Carlos Francisco, o incansável fã português da personagem Tex Willer, deu o impulso inicial a todo este processo conseguindo o apoio da Sergio Bonelli Editore e da editora brasileira Mythos.

Toda a informação na nota de imprensa do Clube Tex Portugal:


Revista do Clube Tex Portugal

Criado em Agosto de 2013, o Clube Tex Portugal é o primeiro clube português dedicado exclusivamente a um herói de banda desenhada e o primeiro autorizado oficialmente pela Sergio Bonelli Editore em todo o mundo. Destinado aos fãs e colecionadores de Tex Willer, residentes em Portugal, tem como objetivos divulgar esta personagem mítica do fumetto italiano, criada por Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, e promover o convívio entre os seus admiradores.
Nesse sentido, a criação da revista do Clube Tex Portugal representa um passo importante e um instrumento privilegiado que permite divulgar, aprofundar e sobretudo homenagear um grande herói e uma grande série que, década após década, tem sabido ultrapassar com êxito todas as vicissitudes do mercado e todas as exigências dos leitores, batendo recordes de venda e multiplicando as suas publicações.


De periodicidade anual, a revista será publicada em formato A4 e terá 32 páginas, impressas a cores em papel de qualidade, versando a temática da série e do western, contando neste primeiro número com artigos assinados por Carlos Moreira, José Carlos Francisco, Júlio Schneider, Sérgio Madeira de Sousa, Pedro Cleto, Jorge Magalhães, Paulo Guanaes, Mário João Marques e Jorge Machado-Dias, também responsável pelo grafismo. Tendo contado com o apoio, desde a primeira hora, da Sergio Bonelli Editore e da editora brasileira Mythos (responsável pelas edições brasileiras de Tex), a revista conta ainda com desenhos exclusivos de autores de Tex, nomeadamente Andrea Venturi (que assina a capa), Maurizio Dotti e Stefano Biglia, o que representa um feito ao alcance de muito poucas publicações, inclusivé em Itália, o que vem comprovar a importância e a curiosidade que a revista está a colher.

A revista será apresentada e distribuída no próximo dia 29 Novembro, durante um jantar convívio organizado pelo Clube Tex Portugal, sendo exclusiva para os sócios, que terão direito a um exemplar gratuito, podendo ainda adquirir apenas mais um, se assim o desejarem. A venda de um segundo exemplar não tem qualquer fim comercial ou lucrativo, antes ajudará o Clube nos seus objetivos de promoção e divulgação da série, nomeadamente na vinda de autores de Tex Willer a Portugal e na eventual alteração da periodicidade da revista, passando esta a semestral já em 2015.

Desde já os meu votos de sucesso!

Boas leituras

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Comic Con Portugal 2014: Notícias do Cinema - Morena Baccarin



Bolas páh... que notícia!
Adoro esta actriz que tem a particularidade de ter estado em enormes séries que eu fui fã!
Não sabem quem é?

  • Firefly/Serenity - Inara
  • Stargate SG-1 - Adria
  • V - Anna
  • Homeland - Jessica Brody
  • Gotham - Dra. Leslie Thompkins

Isto para além da participação em séries como Medium ou The Mentalist. Contracenou com Meryl Streep em Look Again e vai participar em Warriors, uma série em produção ainda.

Este Comic Con vai valer a pena sim. Espero ter tempo para tudo quando for ao Porto!



MORENA BACCARIN NA COMIC CON PORTUGAL

A atriz é a mais recente confirmação do maior evento de cultura Pop de Portugal. O nosso correspondente, Joe Reitman, divulgou a presença através de um vídeo, a que podem assistir.

Morena Baccarin estará presente na Comic Con Portugal na sexta-feira, dia 5 de dezembro.

Morena Baccarin é uma atriz aclamada pelo público e pela crítica, tendo já sido nomeada para um Emmy pela sua performance na série Homeland.

Baccarin passou o último verão a filmar a mini-série da Lifetime, The Red Tent, baseada no romance de Anita Diamant, com o mesmo nome. Participará também na nova comédia da FOX, Spy, onde irá contracenar com Melissa McCarthy, Jason Statham e Rose Byrne.


Baccarin tem representado vários papéis em diversas séries de renome e, brevemente, poderá ser vista em Gotham, da FOX. Este ano, interpretou Anna na série dramática de ficção científica V. Depois disso, voltou a ser Erica Flynn, na popular série da CBS, O Mentalista.

Para além disto, destaca-se ainda o papel na série Heartland, da TNT, bem como aparições em The Good Wife, Las Vegas, How I Met Your Mother e The O.C.

Baccarin participou ainda na aclamada série Firefly, bem como na sua adaptação ao grande ecrã, Serenity.

Além de cinema e televisão, Morena Baccarin subiu ao palco em várias produções teatrais, tais como The Seagull in the Hamtpons, de Emily Mann, e ainda Our House, de Theresa Rebeck, dirigida por Michael Mayer e protagonizada por Christopher Even Welch e Jeremy Strong.

Baccarin nasceu no Rio de Janeiro, mas aos sete anos mudou-se com a sua família para Nova Iorque. Estudou na prestigiada Juliard School, onde desenvolveu o seu talento em diversas produções teatrais, incluindo Mary Stuart, The Importance of Being Earnest e Love’s Labours Lost.




Boas leituras

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Mais imagens do Livro da Kingpin "O Espirro do Dragão"!



E tal como prometido, o Leituras de BD volta a visitar este lançamento da Kingpin!

Assim como tive um especial carinho pelo livro "Vamos Aprender" (Kingpin Books), tenho também uma ligação especial a este "O Espirro do Dragão".
Porquê?
Pelas mesmas razões! Tenho especial orgulho de a argumentista Aida Teixeira ser a minha mulher, e o desenhador Carlos Rocha, e o editor Mário Freitas serem grandes profissionais, e mais importante, serem meus amigos. A esta equipe junta-se outra excelente profissional, e também amiga, na colorização: Rá Taniças.


Portanto sou muito suspeito para analisar este novo livro desta equipa. (Acho-o um excelente livro...!)
:D

As principais diferenças para a anterior publicação desta dupla (argumento/desenho) estão na estrutura do livro, é uma história única, e não um conjunto de pequenas fábulas, e na idade do público alvo, cujo target vai até aos 12/13 anos.

Neste novo trabalho, as cores foram entregues à Rá Taniças,  cujo resultado está magnífico como poderão constatar quando folhearem o livro.

É algo que sempre disse que fazia falta, livros de BD para crianças bem desenhados e apelativos, feitos na íntegra em Portugal, e que nada ficam a dever aos seus equivalentes franco-belgas, quando pensados para crianças da mesma faixa etária para que este foi pensado. Este livro é isso mesmo. As crianças gostam de desenhos bem feitos, com boas cores e histórias que as façam sonhar.

Apreciem algumas páginas deste livro!





















































Como disse no anterior post sobre este lançamento, este livro será lançado e estará à venda durante a Comic Con Portugal dias 6 e 7 de Dezembro.

Boas leituras

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

Máquina do Tempo: Shang-Chi Mestre do Kung Fu


Há aquelas sagas que lemos e recordamos com alguma saudade, aquelas histórias que lemos nas revistas da Editora Abril e que adorávamos que fossem republicadas num formato que lhes desse maior justiça, e as histórias do Shang-Chi Mestre do Kung Fu caem nessa categoria. Estreando a nova rubrica Máquina do Tempo, aproveito para então relembrar essa fase que tinha muita acção, espionagem e aventura à mistura.

Em 1972 a Marvel conseguiu os direitos da personagem Pulp Fu Manchu (de Sax Rohmer), e aproveitando tendo também o direito da série Kung Fu, decidiu juntar as duas num só título criando uma personagem titular e alguns secundários que tentaria assim capitalizar a febre que ainda existia pelas artes marciais, e também uma personagem carismática como Fu Manchu. Da série televisiva não foi adaptada nenhuma personagem, mas das histórias de Fu Manchu foi aproveitado também Sir Denis Nayland Smith. É também por causa destas duas personagens, que não pertencem à Marvel, que não temos direito a uma republicação decente das histórias de Shang-Chi, o que é uma pena em especial se pensarmos na fase de Doug Moench e Paul Gulacy.

Steve Englehart e Jim Starlin trataram de criar a personagem, que em 1974 a Marvel Comics lançou numa das suas revistas, que depois ao número 17 alterou o nome para destacar ainda mais o herói, ficando com o nome de Hands of Shang Chi: Master of Kung Fu e como a febre das artes marciais ainda estava em alta nos Estados Unidos, a revista foi um sucesso junto do público e durou até ao número 123, já no começo dos anos 80. Foi Doug Moench quem melhor percebeu a personagem e criou uma saga que cativou tudo e todos, especialmente quando Paul Gulacy estava encarregue da arte.

Moench teve ainda a companhia de Mike Zeck e Gene Day, e ainda hoje toda essa fase é considerada uma das melhores da Marvel dos anos 70. Pelo Brasil foi publicado numa revista própria pela editora Bloch e teve o seu período de ouro na editora Abril, onde teve direito a Almanaques próprios, Grandes Heróis Marvel mas nunca uma revista própria, aparecendo no mix de publicações como Superaventuras Marvel, Heróis da TV e Capitão América.


Shang-Chi nasceu na República Popular da China e como filho de Fu Manchu é treinado desde cedo para ser um mestre nas formas de luta, mas quando é mandado em missão para matar um inimigo do seu pai, encontra o nêmesis de Fu Manchu, o Britânico Sir Denis Nayland Smith que mostra ao jovem que seu pai é um dos piores vilões da humanidade. Aliando-se a Black Jack Tarr, começa então a sua aliança com o Ocidente e combatendo as forças que servem o grande mestre do mal.

Como parte dos Serviços Secretos Britânicos, ele enfrenta e conhece outros heróis como o Homem-Coisa ou o Homem-Aranha, mas raramente o vimos fora do universo que não aquele que Moench iria idealizar para ele. Um mundo de espionagem e contra espionagem, onde seus aliados seriam Leiko Wu (que viria a se tornar o amor da sua vida) e Clive Reston, o filho do maior espião Britânico que tentava criar a sua própria fama e sair da sombra do seu pai. Moench trata de atribuir personalidades fortes a cada um deles, e uma história por detrás de cada uma destas personagens que as tornava bastante interessantes.

Podemos comparar a saga de Shang-Chi à típica luta entre o criador e a sua criação, e como esta quer ter uma vida própria e longe do seu criador. Em toda a saga podemos ver a evolução do homem, de como este vai resolvendo a sua vida e ganhando uma personalidade própria com cada aventura vivida e lição aprendida. Analisando tudo percebemos como conforme Shang-Chi cresce, Fu Manchu vai perdendo influência, passando de um megalómano conquistador que queria dominar o mundo, depois um vilão sem força que queria conquistar via o engano e a mentira e por fim um pobre desesperado que queria iludir e escapar à morte que via cada vez mais próxima.

As personagens secundárias também vão crescendo e ganhando um caminho próprio, algumas ajudam até o próprio herói a tomar um rumo com as coisas que aprende com eles, primeiro com Leiko que é uma mulher Chinesa completamente adaptada à vida no Ocidente, e depois com Shen Kuei, um homem completamente fiel às suas origens orientais. O confronto com este ganha uma maior dimensão por isso mesmo, ele é o oposto do herói, alguém que vive com muita raiva mas que em matéria de conhecimento de artes marciais iguala taco a taco com Shang-Chi.




Sempre que líamos uma história de Shang-chi, sabíamos que a acção não parava nestas páginas, tão depressa estava a enfrentar um magnata que queria controlar o mundo, como um lunático numa ilha cheia de armadilhas ou ainda um traficante ou espião que atrapalhava a procura da base de operações do seu pai e a arte de Gulacy tratava de dar outro ênfase a isto tudo.Como fã de cinema que era, Paul Gulacy dava um certo cunho cinematográfico às suas páginas, desde as páginas duplas que pareciam posters do James Bond, como o basear-se em grandes actores e actrizes para algumas das personagens que apareciam.

O seu estilo dinâmico e rico em detalhes ajudava ao tipo de escrita de Moench, e a sua arte sabia brincar com as situações e dar uma especial atenção às cenas de luta que nos prendia à história do começo ao fim. Gulacy brincava com os painéis, fazia a acção fluir de um para o outro e isso teve o seu melhor momento na grande luta com Shen Kuei, o Gato.

Foi esta fase que me fez apaixonar pela personagem, que me fez querer seguir a sua saga até ao fim e de me interessar por tudo aquilo que o rodeava. Nesta aventura brincava-se como Shang-Chi se tinha entregue ao estilo de vida do Ocidente e assim tornado-se alguém mais mole e fácil de derrotar por um mestre de luta que continuava fiel ao Oriente, o Gato. Aí também percebemos que por vezes Sir Daniel também usava o seu protegido, enganando-o das suas verdadeiras intenções e usando-o como peão noutras das suas lutas.



Era aquele aspecto de espionagem e contra espionagem que deixava o público interessado e dava uma profundidade a todo o background da personagem, afastando-a de ser um simples lutador de artes marciais. apesar de durante algum tempo ser sempre dessa forma que este herói era apresentado. Algo normal, era afinal parte do seu apelo e assim agradava a dois tipos de público diferentes, aparecendo durante muito tempo em publicações da Marvel relacionadas com Kung Fu, ao lado de personagens como Tigre Branco ou Punho de Ferro.

O artista Gene Day continuou a saga de Shang Chi e apesar de morrer ainda novo, concluiu o arco que fazia nosso herói encontrar seu pai e Moench acabou logo de seguida toda esta saga, homenageando assim este seu colaborador. Assim como o seu pai, Dan Day, Gene dava uma especial atenção ao detalhe e ao cenário que rodeava tudo, nos seus painéis ninguém estava parado, tudo estava a fazer algo e percebíamos a riqueza das paisagens onde tudo se desenrolava.

Logicamente que devo também falar de outro parceiro de Moench, o artista Mike Zeck, que empregou um aspecto mais realista às histórias, dando um ar mais oriental e quase "Bruce Lee" ao seu Shang-Chi. Muitos adoraram essa forma de o retratar, enquanto outros continuam fiéis à representação de Gulacy, mas acho que a riqueza de Shang-Chi reside no facto de ambas as artes casarem na perfeição com os arcos de histórias de Moench.

O sucesso também caía na maneira como este argumentista adaptava os arcos a uma personagem específica e que também ajudavam ao artista em questão. Foram basicamente seis arcos, cada um com um objectivo e todos com a intenção de culminarem num final onde tudo se resolveria no confronto entre pai e filho. Eis a descrição de cada arco e da personagem que narrava o mesmo:

Shang Chi: "The Death Seed"
Clive Reston: "The Spider Spell"
Leiko Wu: "Phantom Sand"
Black Jack Tarr: "City on the Top of the World"
Sir Denis Nayland Smith: "The Affair of the Agent Who Died"
Fu Manchu: "The Dreamslayer"


Um herói perito em artes marciais, utilizando ocasionalmente armas relacionadas com este meio (como nunchucks), manteve-se longe dos outros heróis Marvel (apesar do encontro ocasional) e só muitos anos mais tarde é que foi usado de forma regular no universo normal da companhia.

Como já disse, é uma pena não podermos ler mais esta saga, há muito que não é reimpressa e com as complicações entre a Marvel e os herdeiros de Sax, a coisa não parece prometedora. Todos que conseguirem ler estas histórias, devem-no fazer pela importância delas na história da editora e pela qualidade das mesmas.

Continua a ser uma das minhas fases preferidas da Marvel, e espero ansioso que um dia haja alguma republicação. Espero que tenham gostado destas recordações e podem sempre visitar o meu Blog Ainda sou do Tempo caso gostem de recordar outras coisas do passado.


































25º Amadora BD (VII): O meu resumo final, com a minha opinião sobre o evento



Bom, o que eu penso, ou senti neste 25º AmadoraBD.
Não tenho falado muito nisto, aliás este vai ser o primeiro e único post com a minha opinião. (O anterior foi do Paulo Costa).

Num momento de grande efervescência da BD portuguesa, com inúmeros livros de qualidade publicados recentemente, e outros a serem publicados brevemente, este deveria ser um grande Amadora BD.
David Soares

Eu como consumidor tive provavelmente o meu melhor Amadora BD! O espaço comercial foi o melhor de sempre, e parece que as lojas com stand presente também sentiram o mesmo. Isto era algo que já fazia falta há muito tempo! Bons espaços, visibilidade e muitas novidades para vender.

Mais… este Amadora BD, não contabilizei, teve uma catadupa de novidades enorme! Obrigado editoras e lojas!
A Kingpin apostando no bom produto nacional, a Polvo apostou bastante em autores brasileiros e a G.Floy por intermédio da Dr Kartoon no produto norte-americano. Isto não tolheu outro tipo de edições, ou outras novidades editoriais, deste ano que a Kingpin (estrangeiros traduzidos) e a Polvo (BD Nacinal) publicaram. Assistiu-se a uma boa mescla de edições internacionais e nacionais destas duas editoras. A Dr Kartoon teve a explosão de três grandes séries norte-americanas, todas elas em cima deste Amadora BD.
A Verbo trouxe-nos um livro que fazia muita falta, uma compilação das tiras da Mafalda (penso que 600 páginas), e a Devir…  aqui vai… publicaram um dos meus livros favoritos e preferidos de sempre em português: Habibi! Sim , é verdade.

Como vêem comercialmente foi bastante bom, e parece que os stands pensam o mesmo. Obrigado Amadora BD por este momento único na história deste festival… ao fim de 25 anos um excelente espaço comercial!

Exposições… bem, fora a exposição dedicada ao Osvaldo Medina, à Joana Afonso/Nuno Duarte/ todas as últimas colaborações (isto é válido também para a exposição dos trabalhos do Osvaldo) pareceram-me claustrofóbicas. Estou a falar das exposições em espaço fechado, porque as em espaço aberto pareceram-me dispersas! Não compreendo a área da exposição dos 25 anos do Amadora BD (paletes? A sério??). E já a exposição dedicada ao BDLP (PALOPs) também me pareceu muito dispersa… Acho que a virtude tinha ficado mesmo no meio!




























As crianças a "babar" para cima dos livros das "pilas" e dos "pipis" em plena exposição central


O que dizer de uma das exposições mais visitadas amarrada numa salinha completamente raquítica, onde as pessoas não se conseguiam mexer? Sim, estou a falar da exposição da Mafalda. Sim, e logo ali ao lado tínhamos uma exposição completamente desnecessária a ocupar um espaço brutal! Sim, estou a falar de Galáxia XXI… estou a borrifar-me se parece mal ou se estou ofender alguém. A minha visita a esta exposição teve momentos horrendos de suposta “arte” de supostos “artistas” portugueses. Supostamente passava bem sem aquilo a ocupar um espaço daqueles. Podem ver dois “trabalhos” expostos nesta exposição… a 3ª foto é dos miúdos que liam avidamente aquele livro de “pilas" e "pipis” mal desenhados que parecia que encaixavam uns nos outros! Completamente ali à mão de semear… ainda me lembro da exposição do ARTISTA Zep, uma grande e maravilhosa exposição (brutal mesmo) que era INTERDITA A CRIANÇAS!!! E depois põem-me aquela bosta à vista de todos.São as três imagens aí por cima deste parágrafo...


Exposição Jim Curioso
Quero salientar uma exposição que me surpreendeu: Jim Curioso! Maravilhosamente diferente. Infelizmente para mim achei que a do Surfista Prateado estava raquítica, e o Batman merecia bem melhor, à imagem do que fizeram no passado recente para o Homem-Aranha, Superman ou Spirou.

Prémios. Recuso-me a falar disso.

Autores presentes, bem, não me chamaram por aí além, excepto uns quantos que até eram portugueses e um ou dois estrangeiros… assim para autógrafos não perdi tempo.

Apresentações e debates … bem, os que assisti foram bastante bons, talvez pela ausência de um certo moderador/entrevistador que me dava sono.
:D

Como nota de rodapé, achei de uma grande incompetência que no primeiro Sábado do festival (não fui no Domingo seguinte) ainda não tivesse a lona (penso que é uma lona) com o cartaz (que eu adoro) deste 25º AmadoraBD a enfeitar o exterior do fórum Luís de Camões (local do festival). Vão despedir alguém por isso? Aquilo parecia um Bunker de protecção atómica
E mais uma vez, para não quebrar a tradição, não vi nenhuma exposição fora deste fórum.

Como disse a minha mulher acerca deste festival:
“Um Festival que tem tudo para ser uma coisa maravilhosa, mas por razões que desconheço, não é.”

Podem ver mais fotos das exposições neste link:

25º Amadora BD (VI): Um passeio pelas exposições centrais

Osvaldo Medina
Matthias Picard


























Joe Staton

Eric Shanower
Rafael Coutinho


























Zona de Autógrafos

André Oliveira
Edmond Baudouin


























Apresentação de Crumbs


Ken Niimura
Joana Afonso

























Cosplay

Cosplay
André Pereira - Super Pig: O Impaciente Inglês


























Super Pig

Osvaldo Medina - A Fórmula da Felicidade

Matthias Picard - Jim Curioso

Exposição Mafalda

Quino - Mafalda

Quino - Mafalda

Exposição Batman




Parabéns a todas as forças que teimosamente tentam impulsionar e melhorar todos os anos este festival.

Boas leituras.