segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Comic Con Portugal 2014




1º e antes de qualquer coisa:
Nunca em Portugal se tentou fazer um evento com este formato. Ponto. Não vale a pena comparar com mais nenhum.




Posto isto posso dizer que foi um excelente ensaio/teste para os próximos que já estão marcados (penso que até 2018).
Para mim não começou bem, com problemas para a emissão da pulseira e respectivo código de barras. Apesar de não ter sofrido com filas (fui sempre a horas "boas") tive 45 minutos empancado na entrada a fazer de bola de ping-pong entre a entrada e o guichet de bilhetes.
Depois disto resolvido entrei!

Entrei e descobri imediatamente que algumas coisas para o que fui (Morena Baccarin, Pia Guerra, Vaughan... etc.) não seriam satisfeitas devido ao tamanho descomunal das filas. Sim, num evento de mais de 30 mil pessoas seria muito complicado não haver filas! Assim tive de fazer uma opção. Ou ficava numa fila no Sábado e noutra no Domingo e perdia todo o evento, ou sentia o pulso ao evento e usufruía de todo o resto que este tinha para me oferecer (sem filas). Optei pela 2ª hipótese.
Devido a isso posso fazer um post que abarca todo o evento e não me cingir a olhar para a parte de trás da cabeça dos outros (obrigado Hugo Silva por esta maravilhosa imagem).

Primeiro vou falar da afluência de público. Sempre achei um pouco ilusório que um evento destes em Portugal atingisse a meta a que a organização se propôs: 20.000 visitantes.
Ora parece que este número foi largamente ultrapassado. Parece que afinal os portugueses querem ver de perto as estrelas internacionais de TV e cinema e acorrem em massa, não se importando de ficar horas em filas para puderem entrar num auditório e ficar a poucos metros das celebridades.
As filas gigantescas, e sem paralelo neste país, para os autógrafos com autores de BD fizeram-me ficar de boca aberta. Nunca pensei que fosse possível em Portugal!




Os auditórios estavam constantemente cheios (excepto um, e já lá vou), passando filmes, apresentando artistas e as pessoas andavam num vaivém louco entre tudo isto e a área comercial.
Por falar em área comercial, estava absurdamente cheia no Sábado! E mais, cheia e com as pessoas a comprar de tudo um pouco. Penso que nenhum stand se pode queixar das vendas neste primeiro evento Comic Con Portugal (excepto de uma área, e já lá vou).

A diversidade deste evento contribuiu muito para para que o público olhasse para o que se vai fazendo, e passando pelas várias vertentes da cultura Pop apresentadas pelo festival. Só assim se compreende que vários artistas de ilustração e BD presentes no "Artists Alley" vendessem tantas prints e originais como aconteceu, e sendo certo que o mesmo não acontece em eventos focados apenas em ilustração e BD.

Os prémios da interactividade vão para Star Wars e Walking Dead. As Marchas Imperiais foram muito boas, e as suas personagens sempre a circular e prontas para tirar fotos com toda a gente. O mesmo se passou com os Zombies de Walking Dead, que podiam ser passeados por uma corda durante 15 minutos pelos visitantes que o desejassem mesmo. Sim, o título era enganador: Rent a Walker. Mas era um aluguer de borla, pois não se pagava!

O cosplay esteve muito bem. Havia de tudo, e muitos de grande qualidade. E sempre simpáticos, entretendo o público sobretudo na área comercial.

Escorregando agora para situações mais problemáticas.
A exposição de BD, ao contrário das exposições Lego e estatuetas de super-heróis, estava pobre e mal apresentada. Estava numa zona de passagem rápida, e não "obrigava" à paragem das pessoas. Ao fim e ao cabo os trabalhos expostos na "Artists Alley" acabavam por ter uma exposição bem melhor que aquela que deveria ter sido a principal. Uma exposição destas até pode ficar numa zona de passagem, mas teria de ser de "passagem lenta", e de preferência com expositores colocados a uns a 90º dos outros para "obrigar" ao abrandamento e visualização.




A zona dedicada às crianças era longínqua e relegada "para os fundos", o que fez com que estivesse deserta quase sempre. Não havia lá nada que fizesse as crianças parar, e nada que as prendesse. Poderiam ter colocado um grande castelo Disney, ou Grayskull por exemplo. Os dois ou três stands colocados nesta zona devem ter sido os únicos a ficarem desertos de visitantes neste evento.
Penso que esta é uma situação a rever para a edição do próximo ano. Foi mesmo a parte mais fraca do evento na minha opinião.

Na sua generalidade os voluntários que deambulavam pelo evento eram simpáticos, nada a dizer disso, mas muitos estavam mal preparados para a envergadura do que se passou.



Água.
Num evento deste tamanho tem de haver pontos de dispensa automática de água. Vários. Não apenas um que "avariou" em poucas horas. Mesmo que se se fosse prevenido com uma garrafa de água para o evento esta iria acabar rapidamente devido ao calor de algumas zonas, e ao constante movimento.
E não falo de comida porque sinceramente quem se prepara para uma coisa destas só tem é de se preparar antes com um pequeno "farnel", para o caso de os pontos de alimentação estarem muito cheios, ou de falhar a venda de comida. Isso é óbvio. Agora água não. Água tem de haver e não se pode estar na fila de um ponto de venda de comida durante meia-hora, ou mais, para comprar uma garrafa de água. Um ponto a rever, na minha óptica.




Penso que o tecto dos pavilhões, sobretudo o comercial e o de autógrafos poderia estar muito melhor ocupado e não quase despido em alguns casos. Uma boa ocupação do tecto dá logo outro ar a um pavilhão.

Quanto às guerras e celeumas que se criaram devido a transportes e acessos para mim são completamente estéreis. Não se pode ir de Lisboa para o Porto para assistir a algo que se vai passar dali a 4 horas, e não pensar que não vai haver filas num evento de mais de 30 mil visitantes. E dizer mal do evento por causa das filas... na Disneyland há filas, em todas as Comic-Cons norte-americanas há filas ENORMES. Aqui se não houvesse é que seria estranho.
Quando se vai para um evento destes a 350Km de distância, a logística e programação da viagem têm de ser feitas como deve ser. E sinceramente... a Comic Con não era um evento de BD! Era um evento de cultura Pop! As pessoas que foram na desportiva à espera de uma tertúlia de BD, claro sentiram-se defraudadas...




Existiam duas maneiras de abordar esta Comic Con, ou se escolhia uma celebridade/autógrafos para um dia e não se fazia mais nada (houve milhares de pessoas que fizeram isso), ou então o visitante borrifava-se em tudo o que tivesse fila extensa e deambulava pelo evento todo usufruindo do resto. Essa foi a minha escolha. Quem foi para lá para autógrafos de BD, Morena Baccarin, Natalie Dormer e Paul Blackthorne e ainda visitar tudo e fazer compras... foi a um grande engano. No meio de milhares de pessoas que vão ao mesmo é impossível.

Resumo
Para um primeiro evento foi muito muito bom. Bastantes pequenas coisas a limar e algumas coisas mais importantes a evitar na próxima edição.
EU ADOREI!
:)






Hugo Silva

















































































































































Daniel Maia e Daniel Henriques

Jorge Coelho

Sama

Claudio Castellini


























Manuel Morgado
Ricardo Drumond



























Diogo Carvalho

























































Brian K. Vaughan
Pia Guerra



























Carlos Rocha e Aida Teixeira

Aida Teixeira, Mário Freitas e Carlos Rocha

Aida Teixeira

Mário Freitas e Fernando Dordio

Mário Freitas, Ricardo Venâncio e André Coelho



























































































































































Nuno Amado de pescoço apertado...

E aqui uma foto para a posteridade! LOL :D


Boas leituras
(E para o ano há mais!)