sábado, 6 de fevereiro de 2016

Colecção Graphic Novels Marvel Vol.5 & Vol.9:
Planeta Hulk




Eu não sou grande admirador do personagem Hulk mas tenho, e vou reconhecer, que esta é uma das melhores sagas que eu já li no Universo Marvel!

Originalmente foi publicada esta saga em 2006/2007 e teve um grande sucesso, assim como a sua sequela: World War Hulk. Como a Marvel normalmente usa os filões até secar o poço, ainda tivemos Skaar o filho de Hulk neste planeta (Sakaar) numa série spin-off.

Greg Pak redefiniu o gigante esmeralda nesta épica saga. A premissa não é nova, o Hulk devido ao ser poder destrutivo, e apesar de ter salvo a Terra várias vezes, é um perigo para a Humanidade. Assim um grupo de super-seres auto-intitulados de Illuminati (Professor Xavier, Raio Negro, Doutor Estranho, Homem de Ferro, Senhor Fantástico e Namor) resolve atrair o Hulk para uma nave e expulsar o gigante para um planeta distante no espaço.

O que é novo aqui é a abordagem à personagem. A transformação da personalidade do Hulk ao longo de toda a obra, o sentido épico da ascensão do Hulk, e sobretudo a paz que o Hulk obteve a determinada altura, inclusivamente apaixona-se (e é retribuído) na sua forma de gigante.

As personagens têm densidade psicológica acima da média e sofrem por vezes grandes mudanças na maneira de pensar e de estar na história. Mas, sobre a história vou dizer pouco... o Hulk chega ao planeta onde a sua nave se despenhou e faz aquilo por que é conhecido: dar “porrada”... a partir daqui passa por tudo: prisioneiro, escravo, gladiador, líder na revolução e por fim Rei!

As mudanças psicológicas do Hulk são muitas como referi atrás, começa com indiferença, depois forma uma irmandade super heterogénea, resolve o problema de várias raças que foram parar naquele planeta da mesma forma que ele (até o Surfista Prateado foi atraído e feito gladiador) através de um portal no meio do seu sistema solar.

Hulk luta pela sua libertação, dá uma tareia no imperador tirano, salva o planeta de um cataclismo tectónico, com o seu sangue dá vida a um planeta estéril (literalmente), apaixona-se, casa-se, espera um filho e depois do Hulk ser, e ter aquilo que sempre quis ou seja, ter finalmente descoberto por fim a paz como o Imperador Verde... bem, leiam. Aconselho vivamente esta saga totalmente editada pela Salvat nestas duas edições.

A arte deste livro tem bons momentos, não acompanha o argumento em qualidade, mas está bem na generalidade. O traço de Pagulayan dá muita energia ao storytelling, enquanto que Lopresti lhe fornece consistência. No geral está muito boa. As capas de Ladronn foram uma mais-valia de grande qualidade, para além de serem brutais. :)

A seguir vamos ter "Hulk: Destruição Total", que será a violenta sequela a este Planeta Hulk. Infelizmente é o volume nº41, ou seja ainda falta muito tempo... :(







Boas leituras

Hardcover
Criado por: Greg Pak, Carlo Pagulayan, Aaron Lopresty, Gary Frank e Takeshi Miyazawa
Editado em 2016 por Salvat




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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Lançamento Levoir: Colecção Super-Heróis DC Comics Vol.1
Liga da Justiça: Origem



Como foi anunciado aqui no LBD, a Levoir vai iniciar mais uma colecção, desta vez com títulos da DC Comics. Este primeiro volume foi distribuído hoje para os quiosques e bancas, portanto já o deverão ver à venda nesses pontos de venda.

Podem verificar toda a informação sobre esta colecção e algumas capas em
Lançamento Levoir: Colecção Super-Heróis DC

E agora a nota de imprensa do primeiro volume desta colecção: Liga da Justiça: Origem


Liga da Justiça: Origem
Geoff Johns (argumento), Jim Lee (arte)

Eles são os maiores super-heróis do planeta, a última linha de defesa da Terra contra as piores ameaças cósmicas. Mas houve um tempo em que Batman, Super-Homem, Flash, Lanterna Verde, Aquaman e Ciborgue ainda não eram a Liga da Justiça. Poderão eles esquecer as suas diferenças e unir-se para salvar o mundo? Ou irão destruir-se uns aos outros antes?

Os superstars de comics Geoff Johns e Jim Lee fazem história com a primeira aventura da Liga no universo dos Novos 52, que relança o universo DC no século 21.

Os Novos 52 foram um evento da DC Comics de 2011, que marcou o relançamento de toda a sua linha editorial com 52 novas séries, renumeradas do princípio, incluindo séries que eram publicadas continuadamente há mais de 70 anos, como Action Comics, Batman e Detective Comics. Um recontar das origens dos super-heróis da editora, que introduziu toda uma nova continuidade, novos uniformes e backstories, para muitos dos vilões e heróis da DC, mantendo mesmo assim uma grande parte da história do Universo DC intacta.

Nesta nova colecção de Super-Heróis DC que a Levoir edita com o Público, os Novos 52 ocupam um lugar de destaque, perfazendo um pouco mais de metade da série (oito em quinze volumes), e trazendo-nos as histórias e origens da Liga da Justiça, do Super-Homem, do Arqueiro Verde e do Aquaman, bem como as aventuras iniciais do Batman nesse universo. Mas haverá lugar também para alguns grandes clássicos, com destaque para a notável obra que Jack Kirby realizou para a DC, hoje conhecida como o Quarto Mundo; e para estreias nas nossas colecções, com o Aquaman a merecer o seu primeiro livro a solo, bem como o Esquadrão Suicida, a famosa super-equipa de vilões, que aqui é representada na sua formação clássica da primeira aventura em que surgiram. Uma colecção que esperamos satisfaça os leitores, não só pela variedade de heróis e aventuras que inclui, mas pela grande qualidade dos seus autores e histórias.


Origem, o primeiro volume desta nova colecção da Levoir, é uma das primeiras histórias que foram lançadas, desta vez contando novamente as origens da Liga da Justiça. Aqui viajamos cinco anos para o passado deste novo universo, e vemos o momento em que, pela primeira vez, os heróis mais emblemáticos da Liga se conhecem e cooperam entre si para derrotar uma ameaça de proporções globais, revivendo algumas idiossincrasias que há muito tinham sido abandonadas. Vemos, por exemplo, um super-homem mais agressivo, e um Batman que aglutina um bom humor reminiscente dos anos 60 com a dualidade vingança/redenção do Cavaleiro das Trevas do final da década de 80.


Citando o grande Geoff Johns, numa entrevista sobre a sua participação nos Novos 52: “Esta tem sido uma tremenda oportunidade para voltar a olhar para o núcleo central das personagens, os rumos que tomaram ao longo dos anos, e as novas direcções que podemos dar-lhes. No fim do dia, são estas trajectórias inesperadas que mantêm as pessoas entusiasmadas com comics!”

Liga da Justiça: Origem
160 páginas a cores, formato comic, capa dura


Boas leituras




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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Lançamento G.Floy:
- Velvet
- Men of Wrath: Má Raça



A G.Floy continua com excelentes sugestões de leitura. Para muito breve teremos mais dois títulos, o primeiro de uma série (Velvet) e um one-shot (Men of Wrath).

Mas isto não é tudo, este mês teremos o primeiro volume de Southern Bastards, que deslizou de Dezembro para Fevereiro, e para breve também uma série da Marvel: Miracleman. Mas para isto haverá um post dedicado apenas a esta fantástica série! Fiquem atentos ;)

Nota de imprensa da G.Floy:


A G. Floy está já a trabalhar nas novidades de 2016, que são muitas e boas!
Aqui vão dois dos primeiros títulos que iremos lançar.

Em Maio/Junho concluiremos uma das grandes sagas de Ed Brubaker, FATALE, com a publicação do quinto (e último) volume, e decidimos logo nesse mês arrancar com uma nova série deste autor americano, VELVET, uma série de espionagem e suspense em três volumes, desta vez acompanhado pelo brilhante desenhador Steve Epting (Capitão América: O Soldado do Inverno).

Uma aventura de espionagem ambientada nos anos 70, em que descobrimos Velvet Templeton, a secretária executiva duma agência secreta de espionagem... que em tempos foi uma agente operacional, e que agora, na sua meia-idade, terá de voltar ao activo para resolver um caso complexo.

“É um pouco a Moneypenny dos filmes do 007 a transformar-se em Modesty Blaise, numa inversão típica dos papéis mais clássicos e algo machistas do género, uma história em que afinal o Bond era ela, de meia-idade mas ainda assim perigosíssima”, declara Brubaker.

“Velvet é uma série de leitura obrigatória para todos os que gostam de comics, e de romances e filmes de espionagem ambientados na Guerra Fria: para todos os que se sentem à vontade com os momentos mais negros ao fim da história.” - comicsalliance.com

VELVET estreará o seu primeiro volume durante o Festival de BD de Beja, em finais de Maio.

A segunda novidade, que está agendada já para Março, é Men of Wrath: Má Raça, uma história com argumento de Jason Aaron (Southern Bastards, Thor, Scalped) e desenho de Ron Garney (Thor, Wolverine, etc...). Uma história invulgar, violenta e imprevisível, sobre uma família do Sul dos Estados Unidos, e um dos seus mais terríveis membros: Ira Rath, o mais frio assassino que jamais existiu, que tem de regressar ao passado e ao mais fundo do Alabama, num turbilhão de violência que decidirá de uma vez por todas o destino da sua família amaldiçoada.

Tudo começou por causa dumas ovelhas, mas só acabará quando toda a gente estiver morta...

“This is one messed up comic book that I took sheer delight in reading” - Comics Beat

Uma boa entrevista com os autores no Comic Book Resources: 
http://www.comicbookresources.com/?page=article&id=53901

Originalmente publicado em cinco números pela ICON, um selo da Marvel reservado para trabalhos independentes dos seus autores, Men of Wrath será editado num só volume auto-conclusivo de 136 pgs. pela G. Floy.


Boas leituras




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domingo, 31 de janeiro de 2016

Lançamento Goody: Disney Especial - Superpato para Sempre



Está à venda mais um Disney Especial, desta vez todo ele dedicado ao Superpato!
Fiquem com a nota de imprensa da Goody:


Especial "Superpato para sempre" nas bancas!!!

Alguns dos maiores clássicos do super-herói Disney mais famoso estão presentes nesta edição! E como Superpato não é Superpato sem gadgets e acessórios espetaculares, podes contar com uma boa dose dos mesmos nesta edição que tem tudo para ser suuuper!!! Seja o muito útil Binóculo de escape, o aparentemente inútil, mas muito divertido Paraquedas ascensional ou o maléfico Meteorrobô (que promete infernizar a vida do Tio Patinhas), a verdade é que este volume vai estar cheio de tecnologias de outro mundo! Mas tudo isso só faz sentido se houver crime para combater! Afinal, é para isso que o Superpato aqui está: para combater as injustiças! Assim, o nosso herói não poderia deixar de combater O diabólico desinformador ou averiguar o responsável pelas Impressões reveladoras! E é por isso que o nosso protagonista nunca, mas nunca, aceitará ser considerado Vice-super-herói! Confirma tudo isto e muito mais, numa edição que merece o título que lhe dão.

O nosso Superpato é mesmo especial… Para sempre!!!







ÍNDICE

05 Superpato e o binóculo de escape
71 Superpato e o paraquedas ascensional
106 Superpato contra o meteorrobô
135 Superpato e o diabólico desinformador
161 Superpato e o objetivo final
182 Superpato e as impressões reveladoras
203 Superpato vice-super-herói
235 Paródias de grandes filmes – Superpato e a arca esquecida
281 Do diário secreto do Superpato – Concorrência desleal
293 Donald e… O rival Superpato










Boas leituras




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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Wolverine: Logan



Logan é uma bela pequena história de um possível passado de Wolverine. Falo de um passado possível, porque este mutante já teve tantas histórias passadas que nem sempre batem certo umas com as outras, e muitas vezes nem com o presente.

Este Logan foi criado por duas forças poderosas no campo dos comics norte-americanos que eu admiro bastante: Brian K. Vaughan (Saga) no argumento, Eduardo e Risso (desenhador do recente Batman: Noir) no desenho.
Este livro está à venda em português há alguns dias nas bancas e quiosques de Portugal, editado pela G.Floy, editora que tem demonstrado uma força editorial bastante boa, apresentando ao público português banda-desenhada norte-americana de qualidade acima do normal.

Basicamente e rapidamente Wolverine e um soldado norte-americano são prisioneiros no Japão durante o final da 2ª Guerra Mundial, conhecendo-se na cela, e ambos são mutantes com factor de cura. Acabam por escapar da sua prisão fugindo para dentro do território japonês, e com uma visão bastante diferente do que fazer em caso de encontro com japoneses. O soldado tem um forte sentimento de revolta e considera qualquer japonês um inimigo, seja soldado ou não.Entretanto Wolverine conhece uma linda japonesa por quem se apaixona… o resto descubram vocês lendo o livro.

Vaughan trabalhou muito bem Wolverine, mostrando um lado dele que raramente aparece nos comics. Um Wolverine amoroso e sensível não se apanha todos os dias! O tratamento emocional foi mesmo excelente na minha opinião, mas… o antagonista ficou muito pobre, e isso ainda se nota mais porque Logan foi mesmo bem tratado. Ou seja, ficamos com um vilão que considero que ficou muito “plano”, com falta de profundidade... De resto só não dou uma nota de excelência a este livro do passado do Wolverine porque tem esta pecha, e eu gosto de vilões bem trabalhados e com profundidade.

Quanto a Risso, ou se gosta, ou não se gosta. Eu gosto! :)
Acho que em relação a este desenhador não consigo dizer muito mais. É de topo.

No geral, é uma boa publicação com um preço muito acessível, sobretudo se olharmos para a qualidade do livro em si. Penso que é um livro que a grande generalidade dos leitores irá gostar.

Deixo também o press release da G.Floy para complementar este post:




WOLVERINE: LOGAN

Wolverine viaja até uma misteriosa montanha no Japão, para tentar conseguir fazer as pazes com os fantasmas de um terrível incidente do seu passado quase esquecido, um momento no tempo que o recriou, nas chamas do amor, da morte e da destruição.
Mas se ele não tiver cuidado, esses fantasmas podem continuar a assombrá-lo para sempre...

Brian K. Vaughan, um dos mais premiados e aclamados argumentistas de todos os tempos (criador de Saga, Y: The Last Man, Ex-Machina) junta forças com o artista Eduardo Risso (criador de 100 Bullets) para nos trazer um momento sombrio e cerebral que definiu a vida de Wolverine – o momento que pegou no mutante, e que o transformou em homem. Um volume auto-contido, originalmente publicado em mini-série de três números, aqui reunidos com um extenso caderno de extras (argumento proposto, estudos de capa, esboços, pin-ups).


Brian K. Vaughan - Eduardo Risso
80 páginas, cor, capa dura.
ISBN 978-84-16510-05-4
PVP: 9,99€





Boas leituras






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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Lançamento Levoir: Colecção Super-Heróis DC



A Levoir vai lançar mais uma colecção DC Comics. Era expectável, e foi anunciada já há uns tempos, devido aos títulos Marvel estarem a ser publicados numa colecção gigante por parte da Salvat.

Os títulos e informação da Levoir já aqui em baixo:

Colecção Super-Heróis DC

A nova colecção Super-Heróis DC do jornal Público e da Levoir sairá nos
quiosques no dia 4 de Fevereiro, um livro por semana, às quintas feiras. São 15 livros em capa dura, edição de coleccionador, com a qualidade das nossas colecções e o seu preço será de 9,90€ por volume.
Anunciamos todos os volumes e a lombada da colecção :

- 1.-O primeiro volume da colecção será o aclamado Liga da Justiça: Origem,
uma brilhante história que narra o primeiro encontro dos super-heróis
que se vão transformar em Liga da Justiça dos Novos 52, com argumento
de Geoff Johns e desenho do fantástico Jim Lee.

-2.- A espectacular saga "Super-Homem contra o Mundo", com argumento do genial Grant Morrison e desenho de Rags Morales, que redefiniu o maior herói da DC na era moderna dos Novos 52.

-3 e 4.-A espectacular saga de Batman contra a Corte das Corujas, em dois volumes, ilustrados por Greg Capullo e com argumento de Scott Snyder, um dos mais brilhantes autores.
BATMAN: Corte das corujas- Batman #1-7


  1. Liga da Justiça: Origem
  2. Super-Homem: Contra o Mundo
  3. Batman: Corte das Corujas
  4. Batman: Cidade das Corujas
  5. Arqueiro Verde: Ano Um
  6. Aquaman: O Abismo
  7. Super-Homem & Batman: Antologia
  8. O Quarto Mundo: Génesis e Apocalipse
  9. Lex Luther: Preconceito e Orgulho
  10. Legião dos Super-Herois: Saga das Trevas Eternas
  11. Flash & Lanterna Verde: O Audaz e o Destemido
  12. Batman: O Regresso do Jocker
  13. Novos Titãs: O contrato de Judas
  14. Super-Homem & Mulher Maravilha: O Par Perfeito
  15. Esquadrão Suicida: Nós que vamos Morrer












Digam de vossa justiça!

Boas leituras



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Séries TV: Major Alvega


O Major Alvega foi uma das melhores séries de produção Nacional, a qualidade técnica desta série em conjunto com um bom argumento e um excelente elenco, deu-nos algo que não ficava nada atrás de muita série estrangeira.

As aventuras televisivas seguiam a linha da BD, muita acção, suspense e doses maciças de humor enquanto enfrentava e vencia alguns dos maiores nomes da história do lado inimigo. Para além disso os cenários da série eram sempre ilustrações à lá BD, numa inovação que contribuiu muito para o sucesso da série junto do público que se rendeu à qualidade desses cenários e das interpretações dos actores do elenco.

Major Alvega tinha sido uma banda desenhada que retratava as aventuras de um herói Anglo-Português da RAF (a força aérea Britânica) e que fez furor nas décadas de 60 e 70 na revista "O Falcão". O herói criado em 1956 por Mike Butterworth e Geoff Campion, sofreu uma alteração no tempo da censura e ganhou um teor mais Nacionalista sendo rebaptizado de Major Jaime Eduardo de Cook e Alvega, ribatejano por via paterna e Inglês por via materna.



Ricardo Carriço (Major Alvega) teve uma das melhores interpretações da sua carreira, o seu visual dava o ar jovial e "engatatão" necessário a este herói enquanto que António Cordeiro (Coronel Helmut Von Block) roubava as cenas onde aparecia, com a personificação de um militar maléfico e megalómano que fervia em pouca água. Os seus gritos "Schnell!" ficaram lendários, assim como o tratamento para com a sua ajudante, Rosa Bela (Fraulein Schmidt), que vivia dividida entre o seu dever e os sentimentos que nutria pelo nosso herói. O mito vivo que era Fernando Pessa, narrava as aventuras do Major como se tratasse de notícias da guerra como o que já havia feito para a rádio da BBC.

Lembro-me de seguir isto atentamente e de me deliciar com o humor da série, era algo que fugia ao comum da nossa Televisão e os cenários desenhados garantiam a minha total atenção. Aqueles cenários transportavam-nos para uma época distante e fizeram um melhor serviço que se fossem simples cenários fabricados. Fiquei ainda mais fã de António Cordeiro com o trabalho que este desenvolveu nesta série.

Eis alguns dados desta excelente série Portuguesa que já merecia uma edição em DVD.


FICHA TÉCNICA
Ano: 1998 / 1999
Canal: RTP
Estúdios: Miragem
Elenco:
Ricardo Carriço - Major Alvega
Rosa Bella - Fräulein Schmidt
António Cordeiro - Coronel Helmut Von Block
Fernando Pessa - Narrador
Outras personagens:
Canto e Castro - Sir Hugh
Júlio Cardoso - Churchill
José Wallenstein - Professor Strudell
Alexandre Falcão - Hitler
Cristina Homem de Mello - Makelove

Ficha técnica:
Realização – Henrique Oliveira
Assistente de realização – Maria Pires Pereira
Produção – Margarida Santos
Produção executiva – José Luís Vieira
Assistente de produção - Alexandre Vale, Miguel Guía
Secretária de produção – Sandra Coelho, Margarida Ramos
Guião – Henrique Oliveira, António Cordeiro, José de Pina, Filipe Homem Fonseca



Episódios:
1ª Série
01: Objectivo Berlim
02: Intriga em Lisboa
03: Operação Águia
04: Duelo de Gigantes
05: Rumo a Tarento
06: Missão: Branca de Neve
07: O Ceptro de Akhnaton
08: O Segredo de Peenemunde
09: O Agente X
10: Notas Falsas
11: O Sósia
12: Nome de Código: Komet
13: Uma Noite em Casablanca
2ª Série
01: Traição Fatal
02: Milagre de Dunquerque
03: O Ninho da Águia
04: Missão no Tibete
05: Outubro Vermelho
06: S.O.S. Titanic
07: Destino Nova Iorque
08: Sob o Sol de Creta
09: Operação Vampiro
10: A Grande Fuga
11: O Enigma da Antárctida
12: Allo, Mona Lisa
13: O Dia da Libertação





Este texto foi adaptado do meu blog Ainda sou do tempo






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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Máquina do Tempo: Pelezinho


Pelezinho foi uma das personagens mais interessantes do Maurício de Sousa. Baseado no grande jogador Pelé, as histórias mostravam um grupo de crianças bem divertido e interessante, e com aventuras diferentes do resto do núcleo do autor Brasileiro. Em Portugal tivemos direito a ver essas revistas, trazidas até nós pela editora Abril.

Foi em 1976 que o criador de BD Maurício de Sousa reúne-se com o astro do futebol Pelé, e ambos acham que seria uma boa ideia lançar uma revista com o futebol em destaque e com o jogador como protagonista. Começa então a sair em tiras de jornal as aventuras do Pelezinho, mostrando a infância do craque e em 1977 sai então a primeira revista pela Editora Abril, mantendo-se nas bancas até 1986.

Mas o processo criativo não foi fácil, Pelé pensava num personagem à sua semelhança, quando ele ainda jogava e estava no Cosmos de Nova York, contra a ideia de Maurício que achava que uma personagem criança atingiria uma faixa de público importante para a perpetuação de sua marca-imagem. O autor pensava nas possibilidades de fabulações e mensagens bem humoradas e positivas que os quadrinhos infantis permitem, mas esbarrava sempre na intransigência do futebolista e que levava a viagens constantes em Nova Iorque, onde só conseguiu o que queria quando ele rabiscou o Pelezinho, e pediu ao Rei para mostrar aos seus filhos.

Eles adoraram e foi um sucesso, com Pelé a render-se às evidências e passando a reunir-se mais vezes, contando histórias da sua infância e dos seus amigos da altura para o Maurício criar a turminha. A sua primeira namoradinha, Neuzinha Saka, o frangueiro Frangão, a Samira, dos quibes, a Bonga namoradeira, o perna de pau Cana Braba Ou seu fiel cãozinho Rex, que ajudava até a cavar o buraco para as traves. até exista uma turma rival com um invejoso do talento de Pelé.

Fora do núcleo duro das personagens de Maurício, foi o primeiro a ter assim revista própria e a sua turminha de apoio foi muito bem aceite por todos. Além da revista mensal, a editora lançava também almanaques, algo que chegou ao fim quando as criações de Maurício passaram para a Editora Globo, que descontinuou a mensal e publicou apenas alguns almanaques.

Já com a editora Panini passou a ser lançado uma revista com a compilação das melhores histórias da personagem, que causou alguma polémica pelo facto de as figuras serem redesenhadas e perderem alguns dos seus traços visuais. Foi lançada também uma colecção histórica, e essa sim mantinha tudo como antigamente.

















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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Cantinho do Artista: Sal Buscema


Sal Buscema deixou a sua marca na história dos comics, sendo um dos nomes mais requisitados da Marvel com o seu trabalho a aparecer nas páginas de revistas como Vingadores, Hulk ou Capitão América. Recordar aqui alguns dos seus trabalhos, para todos terem noção de como era realmente um grande artista apesar de nem sempre ter esse reconhecimento.

Começou como Inker na Marvel, chamando a atenção quando colaborou com o seu irmão mais velho, John Buscema na revista do Surfista Prateado. Chamando a atenção de Stan Lee não faltou muito para que começasse a desenhar revistas como a dos Vingadores,

Sal sabia desenhar tanto painéis de acção como outros de impacto dramático, criando algumas belas splash pages, quando até era conhecido pelos seus painéis reduzidos e compactos.





Ajudou a criar o Esquadrão Sinistro e teve grandes números ao lado de Roy Thomas ou Steve Englehart, com o qual criou momentos memoráveis na revista dos Defensores e na do Capitão América. Continuou a chamar a atenção nos Defensores com Gerber a escrever e mais tarde esteve 10 anos com o Hulk, tornando-se um dos artistas definitivos da personagem. Juntamente com Bill Mantlo, criou algumas das melhores histórias do Golias Esmeralda e colaborou com o autor na revista do Rom, uma personagem que se tornou imensamente popular.

Além de outros trabalhos, quero salientar também a sua passagem pelo Homem-Aranha, onde fez mais de 100 números, com bons e maus momentos, como a morte de Harry Osborn.

Conhecido por desenhar expressões faciais, e mesmo corporais, muito semelhantes, era também conhecido por gostar de desenhar um bom murro e dava sempre a ideia de uma grande intensidade nesse mesmo murro.





























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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Disney Ouro: O Superpateta


Vamos voltar ao Universo Disney e a um dos seus maiores super-heróis, o mítico Superpateta. Mais uma daquelas personagens que teve muito sucesso devido a ter histórias produzidas no Brasil, por autores que compreendiam a essência do herói e nos davam aventuras muito divertidas.

Super Goof foi criado em 1965 por Paul Murry e Del Curry, tendo tido direito a revista própria, algo que não aconteceu no Brasil, apesar de ter tido direito a diversas edições Extras e a Almanaques, com muitas aventuras a terem a assinatura de Ivan Saidenberg. Nos Estados Unidos chegou a ter algumas histórias escritas por Mark Evanier, autor conhecido pelo seu humor em trabalhos como o na revista do Groo, o errante.

O conceito era simples, Pateta descobria no seu jardim uns arbustos com amendoins, e quando os comia estes davam-lhe alguns poderes como super força, invencibilidade e a possibilidade de voar. O seu uniforme também aparecia miraculosamente, consistindo numas ceroulas vermelhas com uma capa azul, para além do seu chapéu normal que era onde ele guardava os amendoins.


Isto porque os poderes tinham um tempo limitado, e assim ele teria que tomar outro de uma forma rápida e eficaz. A dada altura o seu sobrinho Gilberto começou a ter algumas aventuras ao lado do seu tio, como Supergil, ajudando este com o seu superior intelecto. Não fui muito fã dessas histórias, preferia ver só o herói a solo, especialmente quando nada lhe corria bem.

Mas gostava quando ele enfrentava vilões como o Dr Estigma ou Dr X, lembro-me de gostar muito de uma história onde um destes tinha um lápis com o qual fazia uns rabiscos que ganhavam vida e eram perigosos.

Também abrilhantou algumas aventuras do clube de heróis, onde aparecia ao lado do Vespa Vermelha entre outros, e nestas aparecia um pouco menos burro do que nas suas aventuras a solo.Quem mais era fã deste herói e do seu Tra lá lá?










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