sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Korrigans Vol. 3 : O Povo de Dana


Arte impressionante! Emmanuel Civiello pasma-me sempre com as suas páginas. Bem vindo este álbum de Korrigans, assim já só falta um para a Vitamina BD acabar mais uma série (que é uma situção estranha no nosso mercado... acabar séries...). Desta saga estão então editados em português:
- Os Filhos da Noite
- Guerreiros das Trevas
Faltando apenas editar "Le Seigneur du Chaos" para a completar a segunda série de livros de Civiello na nossa língua.
A primeira série foi "Sementes de Loucura", também uma tetralogia, mas ao contrário de Korrigans, Civiello foi desenhador e narrador (ou guionista). Em Korrigans o papel de guionista é assegurado por Thomas Mosdi, sendo a parte mais fraca do livro... em relação a Civiello como guionista (Sementes de Loucura), nem comento! Mosdi, com esta estória e um artista como Civiello, tinha tudo para fazer um grande guião! O que acontece é que a acção engasga-se muitas vezes e a estória podia ter ficado bastante mais interessante. Não estou a dizer que não presta, lê-se bem e tal... mas sabe a pouco para tanta arte! Penso que quando Civiello arranjar um narrador/guionista "a sério" irá ser de arrasar.
A estória inicia-se no Ulster, por volta do ano 1100 DC na noite de Samain, em que o nosso plano se toca com outras dimensões repletas de mundos e seres encantados.
Luaine e sua família são emboscados por uns seres bem horriveis do "clã da floresta Tenebrosa". Luaine é salva por outros seres, os Korrigans, enquanto sua mãe e avô são levados perante Balor, um monstro aprisionado pela magia de Druídas no seu próprio castelo. Após muitas aventuras protagonizadas pela nossa pequena heroína e dos seus dois acompanhantes Korrigans, neste terceiro livro conseguem finalmente contactar os Tuatha de Danann, conseguindo a sua simpatia, e apoio, na causa contra a opressão das forças de Balor. O resto têm vocês de ler a apreciar!
Quando eu digo que a narrativa não é grande coisa, é apenas porque o livro é muito desiquilibrado: de um lado arte magnífica, do outro um guião/narrativa normalzito! Se Civiello não fosse tão bom, o Mosdi não pareceria tão vulgar!
É um livro que vale sobretudo pela arte. Apreciem-na!
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Emmanuel Civiello e Thomas Mosdi
Editado em 2008 pela Vitamina BD
Comprado na Bulhosa
Nota : 8 em 10
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