quarta-feira, 29 de abril de 2009

Gripe suína ou crise porcal?


Desculpem-me os amantes de Banda Desenhada que costumam seguir este blog... troquei O Incal pelos porcos! Mas como qualquer blog, este blog é pessoal e por vezes serve também para os meus desabafos. O Incal fica para amanhã!
Lembram-se da Gripe das Aves? Ou já se esqueceram? Pois, eu lembro-me de todo o alarmismo estúpido que rodeou essa "pandemia"... ia morrer um terço da população mundial! Isto eu ouvi de um "epidemiologista" na televisão. Afinal... quem é que morreu de Gripe das Aves? 100, 200 pessoas? E onde? Em paises no extremo oriente onde cada cidade tem mais habitantes que Portugal todo junto! Já se esqueceram que foi na China, Filipinas e países limítrofes onde a salubridade e higiene são excelentes (isto foi um sarcasmo). Entretanto os Media e empresas farmacéuticas ganharam balúrdios com o alarmismo doentio que promoveram...
Agora temos os porcos a dar espirros :D
Desgraçados estes animais que dão o nome à doença, e sem grande culpa... só falta começar a abater os ditos, como fizeram aos galináceos!
Apenas mais uma estirpe do virús da gripe, que tem a diferença do virús normal na diarreia! Mortal? Tão mortal como o nosso, a que estamos habituados. Hoje no telejornal, e após 20 minutos de notícias para encher acerca deste assunto suíno, fiquei a saber que no México só estão confirmados 8 casos de morte (em vez dos cento e poucos indicados inicialmente) devido a esta doença: gripe! Sabem quantos habitantes tem a Cidade do México (capital do México)? Cerca de 26 milhões de habitantes! E quem é que morreu? Provavelmente os desgraçados que vivem na maior das misérias, e estes provavelmente morreriam com qualquer outra gripe, devido ao seu estado de fraqueza e miséria. Não digo que não se devam tomar providências em relação a quaiquer doenças facilmente transmissiveis, como é o caso da gripe. Estou é contra este aproveitamento alarmista dos Media, que põem toda uma população a gritar "ai Jesus que vamos morrer todos"! Pois... a quem interessa isto?
- Aos políticos, porque as pessoas deixam de pensar na crise.
- Aos Media, que aumentam audiências e vendas.
- A quem faz as máscaras higiénicas, que venderam aos milhões.
- Às farmacéuticas que produzem o Tamiflu ou equivalente, pois assim conseguem vender o que sobrou da Gripe das Aves (não sabiam que o medicamento era o mesmo, pois não?), e que não tem sequer 1% de comparticipação (segundo parece têm armazéns cheios disso, porque a "Gripe das Aves" foi um "flop").
Podia continuar, mas tenho de ir trabalhar... já agora, e por ver toda aquela gente de máscara, usem a máscara sempre que tenham qualquer doença infecto-contagiosa por via aérea (como a nossa conhecida e normal gripe, que também mata), pois estão a contribuir para a contenção de uma séries de doenças chatas, que se podem tornar mortais em pessoas mais debilitadas.
Bons hábitos higiénicos!
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domingo, 26 de abril de 2009

Stephen King´s The Dark Tower : The Long Road Home


Este é um post muito atrasado, já saiu o número três e eu ainda estou a escrever sobre o segundo... :P
Depois de Stephen King´s The Dark Tower : The Gunslinger Born, saiu em 2008 o segundo arco de estória desta novela de Stephen King, "The Long Road Home". A equipa criativa continua a mesma: Robin Furth e Peter David na adaptação dos textos de Stephen King, Jae Lee e Richard Isanove no desenho e cor, respectivamente. Espero que esta equipa não se separe até ao fim de "The Dark Tower", eles estão a funcionar muito bem nesta série e já só faltam mais dois livros, visto o terceiro já ter saído: "Treachery". Nota-se perfeitamente neste livro que as duas duplas criativas estão a trabalhar melhor do que no primeiro livro, sobretudo R. Furth e P. David. Não será alheio a isto este livro conter material inédito, e os dois escritores terem espaço de manobra para se libertarem da "prisão" dos textos do original "Dark Tower", isto sem menosprezo pela obra original... Por vezes a adaptação trás problemas, a obra de suporte já está completamente definida e não deixa espaço para outros poderem adaptar livremente! Também não será estranho que Lee e Isanove tenham uma melhor performance pelo facto descrito anteriormente. O trabalho deles no ataque dos lobos está fantástico!
Relativamente à estória e ao enquadramento psicológico dos personagens Alain e Cuthbert, os companheiros de Roland, amadurecem e tornam-se as personagens principais da estória, visto que Roland está incapacitado de fazer o quer que seja.
Roland ficou seriamente afectado pelo que aconteceu à sua namorada, e acaba por por ser "engolido" para dentro do orbe rosa (esfera mágica pertencente ao inimigo: Crimson King).
Alain Johns e Cuthbert Allgood têm de carregar um Roland Deschain completamente inútil e fugir dos seus perseguidores (ler o The Gunslinger Born ). As dificuldades são muitas, pois para além dos seus perseguidores têm um Roland que não ajuda em nada, a geografia natural contra eles e para cúmulo os lobos! No fim da viagem para casa, e com ajuda de Sheemie, um originalmente retardado mental mas agora com poderes para além da compreesão, Roland consegue libertar-se do Orbe Rosa (chamado no livro de: Maerlyn's Grapefruit), mas o espanto quando chegam a Gilead é total! Já tinham sido dados como mortos...
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Peter David, Robin Furth, Jae Lee e Richard Isanove
Editado em 2008 por Marvel Publishing
Comprado no Amazon
Nota : 9 em 10
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Blankets


Confesso que me é um pouco dificil falar deste livro, tal é a míriade emocional envolvente a esta narrativa gráfica. Craig Thompson tem neste registo auto-biográfico uma grande dose de coragem, pois abre todo o seu coração e convicções pessoais ao leitor, desde a sua infância até ao amadurecer do jovem adulto.

É tocante, inspirado, apaixonado e desencantado. Todas as transformações por que passou este jovem estão patentes neste livro de uma irrepreensível narrativa gráfica, é um verdadeiro livro de Banda Desenhada.

Os "flashbacks" intercalam com o presente, e sempre a propósito, para explicar determinadas situações emocionais do próprio autor e as suas ligações para com os individuos que interagem com ele, desde a sua família, a escola, a igreja até ao seu primeiro grande amor e respectivo lar.

Graficamente intervala o desenho irrepreensivel com o mais puro experimentalismo alternativo. Muito bom.
O livro é dividido em nove capítulos que levam o leitor a visitor a alma de Craig Thompson até ao último dos seus pensamentos, é a vida de um jovem contada em cerca de 600 páginas a preto e branco, que começa na sua meninice no seio de uma família cristã ultra-religiosa, passando pelos seus problemas em conciliar a sua educação opressivamente religiosa com a "chamada" sexual da sua adolescência.

Conta os seus traumas escolares, em que normalmente o seu irmão servia para fazer a catarze de todas a suas frustrações.
Mostra como timidamente se aproximou de Raina, uma rapariga também de família cristã, mas mais desenvolta que ele próprio, que o convida a passar umas semanas com ela, e com a sua família em pleno desagregamento estrutural (o problema do divórcio numa família cristã praticante).

Craig Thompson não quis editar este seu livro à boa maneira Norte-Americana, ou seja, em formato reduzido primeiro e só depois a compilação, e conseguiu editar este romance gráfico de 600 páginas num único livro, onde a palavra se mescla perfeitamente com um excelente grafismo.
Recebeu vários prémios com este livro, sendo os mais mediáticos:
- 2004 Harvey Awards: Best Artist, Best Graphic Album of Original Work and Best Cartoonist
- 2004 Eisner Awards: Best Graphic Album and Best Writer/Artist
- 2004 Ignatz Awards: Outstanding Artist and Outstanding Graphic Novel or Collection
- 2005 Prix de la critique


A revista Time indicou esta novela ilustrada como uma das dez melhores de sempre!
Porque absurdo, não posso deixar passar isto dado que detesto este tipo de censura, no estado Norte-Americano do Missouri, foi alvo de uma tentativa de retirada das estantes das bibliotecas públicas por alegada pornografia! Leiam o livro e depois digam-me onde está o mínimo indício de pornografia! Em Asterix, Obelix dizia: "Estes Romanos são loucos!". Agora eu digo: "Estes Norte-Americanos são loucos!"
Boas leituras!

TPB
Criado por: Craig Thompson
Editado em 2003 pela Top Shelf
Comprado no Book Depository
Nota : 11 em 10
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domingo, 19 de abril de 2009

Witchblade Compendium Vol.1


A detective nova-iorquina Sara Pezzini entra na possessão de uma antigo artefacto, a Witchblade, quando se introduziu com o seu colega na luxuosa "penthouse" do magnata Kenneth Irons. Este descobriu o artefacto durante umas escavações arqueológicas na Grécia, e resolveu estudar o seu poder para de algum modo o poder usar. Mas este sensível artefacto destruía a mão de quem o ousasse usar, e descobriu isso na 1ª pessoa, ficando ele, Irons, sem a sua mão direita! Irons estudou a história da Witchblade e chegou à conclusão de que o artefacto já tinha sido possuído por personagens como Joana d’Arc e Cleópatra. Esta relíquia de poder destrutivo imenso, era o filho e a balança entre o Darkness (The Darkness Compendium Vol. 1 ) e o Angelus. Irons não o sabia na altura, e saiu-lhe caro, que a Witchblade apenas se ligava naturalmente a personagens femininas. Assim, Pezzini, atrai imediatamente a atenção da manopla durante a confusão instalada por mais uma tentativa de possessão falhada, e pela entrada dos dois detectives na sala. Toda esta parte da origem da Witchblade está editada em dois volumes, na nossa Língua, pela Devir.
Depois de toda esta primeira experiência de Sara com a Witchblade, esta começa a ter problemas em conter o terrível poder do artefacto. Apesar da relação ser simbiótica, Sara nunca quis realmente ser a possuidora de tal poder. Daí os seus problemas de uso, em que inclusivamente a perde para um homem, Ian Nottingham, que consegue numa altura ser o possuidor do Darkness e da Witchblade, o que ia provocando a sua morte. Apesar de tudo Sara, começa a utilizar todos os poderes que necessita, como por exemplo o voo e grandes descargas de energia… Gostei especialmente dos arcos com possuidoras do passado da Witchblade, além dos crossovers com o Darkness.
Os arcos de estória não são todos da mesma qualidade, alternam entre o bom e o sofrível, a arte está com uma qualidade mais sólida, sendo por vezes muito boa mesmo. Estou a falar desta compilação, ou seja, as primeiras 50 revistas (1280 páginas…), porque para o fim deste volume já tudo estava mais consistente. Mas dá bastante prazer poder ler tudo seguido sem esperar pelo próximo! Sendo eu um apreciador do “The Darkness”, e gostando dos personagens do universo Top Cow , teria sempre de obter este Compendium, pois para a compreensão de algumas passagens do The Darkness Compendium Vol. 1 era necessário este… isto para além dos excelentes eventos que surgiram ultimamente no mundo Top Cow ! Estou a falar de “First Born” e “Broken Trinity”. Por isso estou também à espera que seja editado o Witchblade Compendium Vol.2, pois trará os episódios que antecedem a mini-série First Born.
É um livro que cumpre as suas funções: reunião histórica de meia centena de revistas e entretenimento prolongado!
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Christina Z, David Wohl, Brian Haberlin, Ron Marz, Michael Turner, Keu Cha e Marc Silvestri.
Editado em 2009 por Image/Top Cow
Comprado em A1 Books
Nota : 8 em 10
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Winx #37: Juntas de Novo


As Winx visitam este blog pela segunda vez, e dado que Winx : A Pedra de Shaab, o primeiro post relacionado com as fadas preferidas da pequenada, é um dos que tem mais procura aqui no blog, só tinham que voltar! Esta revista é a de Outubro de 2008, e pelo que tenho visto nas tabacarias continua com a sua periodicidade mensal, sendo com a revista "Princesas" e as W.I.T.C.H. a prova que as revistas com distribuição para as bancas conseguem funcionar, desde que acertem no público alvo.
A revista é apetecível para as pequenas (a minha filha adora), e trás normalmente um pequeno brinde para convencer os pais a aceder aos pedidos destas. Mas não trás só o brinde, contem mini-biografias dos seus ídolos musicais (Justin Timberlake) e informação de cariz desportivo, nesta revista conta-se a origem do desporto brasileiro "Capoeira". Fala-se sobre música (Fado) e natureza (a floresta amazónica, e o Tucano), isto para além de um pequeno texto sobre a Terra vista do espaço.
A arte é deveras chamativa para a pequenada e é conduzida por estórias fáceis de entender, como convêm. Tenho como minha opinião que como introdução à BD para os mais novos (neste caso mais novas) funciona lindamente!
A estória é fechada, e fala sobre a importância da beleza interior. Um perigoso vilão que tinha cumprido pena de prisão é libertado, mas tenta vingar-se de quem o pôs na prisão, o avô de Helia e governador de Fonte Vermelha. Esse vilão, Viktor Krazan, acaba por raptar o ancião, mas ao serviço de uma poderosa bruxa: Zatura! Como irão as Winx resolver o problema? Isso conta-se no fim desta estória!
Podem aceder ao site clicando aqui: Winx Club
Boas leituras.

Revista (Comic)
Criado por: Igínio Straffi
Editado em 2008 pela Rainbow
Comprado em Tabacaria 212 (Galerias do Alto da Barra)
Nota : 7,5 em 10
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Murena


Estamos em Roma, ano 54 DC, o ano do assassinato do Imperador Cláudio e da subida ao poder de Nero, seu filho adoptivo. Murena, série histórica conta-se entre as melhores adaptações desta época à Banda Desenhada. O rigor artístico do belga Philippe Delaby é extraordinário, o seu desenho demonstra muito estudo da época. Hesitante ainda no primeiro livro, tal como a colorista Béatrice Delpire, no segundo já mostra grande desenvoltura e segurança no seu traço, não sendo de estranhar a este melhoramento a mudança de colorista, que passou a ser André Benn.
Jean Dufaux, já falado neste blog com a série Rapaces, tem nesta época material de sobra para fazer uma estória, e faz! Com tanta intriga, corrupção, politiquice e sede de poder misturados com sangue e areia, Dufaux parte de todo este contexto histórico para uma estória com alguma ficção, mas contendo uma base verídica muito forte. Isto transmite muita solidez ao argumento, sendo que o personagem que dá o nome à série seja ficcional! Dufaux em vez do mais fácil, que seriam as legiões romanas e as suas grandes batalhas extramuros, foca-se dentro de Roma, com todo o seu jogo de poder. Adorei o trabalho dele ao fazer de Agripina um ser autênticamente monstruoso!
Em português estão editados dois volumes de um total de seis, são eles:
- A Púrpura e o Ouro (Asa)
- A Areia e o sangue (Asa)
- La Meilleure des Mères (Dargaud)
- Ceux qui vont Mourir... (Dargaud)
- La Déesse Noire (Dargaud)
- Le Sang des Bêtes (Dargaud)
Os quatro primeiros livros encerram o chamado "Ciclo da Mãe", do qual eu gostaria de ver desenvolvimentos este ano pela ASA.
Fazendo o "plot" destes dois livros editados em português, Cláudio está no poder casado com Agripina, tendo este facto como consequência a adopção de Nero por parte do Imperador. Cláudio tinha mais dois filhos de Messalina (sim, a célebre...), sendo um destes, Britânico, protagonista e vítima das intrigas neste dois primeiros tomos. Cláudio começa a afastar-se de Nero e a aproximar-se do seu filho de sangue, isto ao mesmo tempo que passa cada vez mais tempo com a sua amante secreta, Lolia, mãe de Murena. Este nunca aceitou muito bem ser filho bastardo de Cláudio, ignorando o mais possível o pai. Agripina sente que começa a perder terreno e toma as devidas precauções... manda assassinar Lolia e envenena Cláudio. Ao mesmo tempo, Nero, fazendo uso do seu poder, toma como sua uma escrava prostituta: Acté. Históricamente foi a personagem que sempre foi fiel a Nero, sendo ela a fazer o seu funeral.
Centrando-nos na estória de Murena, descubra de que modo Agripina maquina toda uma série de acontecimentos que levarão Nero ao poder, e de como ela espera ser o verdadeiro poder.
Fazendo a comparação com outra série de cariz histórico, Alix, eu acabo por gostar mais de Murena. É mais real, mais suja e não cabe dentro do estilo "linha clara" de que Alix faz parte e de que eu não gosto particularmente!
Esqueci de referir mais atrás que as capas são espantosas, e espero sinceramente que a ASA não se esqueça desta série de excelência.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por Jean Dufaux e Philippe Delaby
Editado entre 2004 e 2005 pela ASA
Comprado na Livraria Castil e na Bulhosa
Nota : 10 em 10
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

Heartburst and Other Pleasures


Uma nave terrestre com o objectivo de colonizar, chega a Epsilon Bootis. Viajando à velocidade da luz durante muitos anos os colonos foram perdendo o contacto com a Terra, piorando essa comunicação depois de várias gerações no planeta colonizado. O que é que pode acontecer quando toda uma população tem como contacto único, com o seu planeta natal, uma televisão, que apenas capta sinais com três séculos de atraso e na sua maioria anúncios? E como reagirão ao povo nativo de Epsilon Bootis que é diferente, mas sexualmente compatível com humanos? Como manterão eles a sua identidade?
Rick Veitch, um dos grandes criadores de BD dos últimos anos, conta e ilustra esta triste estória, de como o Homem se pode tornar num autêntico animal irracional, se receber os estímulos errados e perder o contacto com a sua cultura. Rick Veitch já trabalhou em todo o género de BD, desde o comercial ao alternativo já passou por tudo! O seu título mais conhecido é o “Swamp Thing”, mas de certeza que já ouviram falar das famosas “Teenage Mutant Ninja Turtles”… em Portugal conhecidas por “Tartarugas Ninja”. Grande amigo de Alan Moore e S. Bissette, conheceu a notoriedade com o “Swamp Thing”, mas foram as “Tartarugas Ninja” que lhe deram a solidez financeira para se aventurar em edições próprias. Este livro, que tem como estória principal “Heartburst”, foi editado pela “King Hell”, sua editora. Mas para tornar este livro mais especial ainda, convidou Alan Moore e Steve Bissette a participar em pequenos contos, também editados neste livro.
Heartburst conta uma estória de racismo levado ao extremo, por humanos com os cérebros “queimados” por gerações de “santa” publicidade. A sua ideologia religiosa assenta sobre o “The Sponsor” (O Patrocinador), sendo os nomes dos religiosos tais como Xerox Firestone e o seu sobrinho (e protagonista da estória) Sunoco Firestone. A principal função do Inquisidor Firestone era interpretar os religiosos sinais captados pela televisão (anúncios) e transformá-los em lei.
O ambiente torna-se mais instável quando uma humana surge não se sabe de onde, embora ela indicasse a sua origem (Terra), pior, ela dizia que vinha para recomeçar os contactos com o planeta natal! Claro que foi condenada à prisão por Firestone… mas pior estavam os indígenas, que não eram negros, vermelhos ou amarelos; eram verdes! Ainda por cima as transmissões do Sponsor tinham terminado...
Para manter a qualidade dos genes terrestres, eram completamente proibidas relações entre os Ploos e os humanos. Para evitar estes contactos completamente pecaminosos que davam origem a mistura de raças, os Ploos eram condenados a campos de “dessexualização”, ou seja, castramento! O problema é que Sunoco vai a um circo e fica completamente perdido de amores por uma linda e verde Ploo. Acaba por iniciar vida com esta no circo onde se permitia este tipo de relações. Como acaba esta estória de loucos? Leiam o livro, que ainda tem:
- Sneaky Pete
- Under Pass
- A Day to Remember
- The Mirror of Love
Estas estórias/contos já foram publicados há alguns anos, mas só agora foram compilados.
Boas leituras.

Softcover (capa mole)
Criado por: Rick Veitch, Alan Moore e Steve Bissette
Editado em 2008 King Hell
Comprado no Book Depository
Nota : 9,5 em 10
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sábado, 4 de abril de 2009

A Vénus das Peles


Tive alguma dificuldade em arranjar imagens deste livro que se pudessem colocar no blog, ou seja, que não fossem completamente explícitas. Leopold von Sacher-Masoch escreveu vários pequenos contos compilados sob o título "O Legado de Cain", entre eles encontra-se o mais famoso: A Vénus das Peles.
Sacher-Masoch nasceu na Austria, e viveu em pleno o século XIX como jornalista e escritor. No magazine que editava e onde escrevia,"Auf der Höhe. Internationale Review", defendia ideais muito progressistas para a altura, como a integração dos Judeus e a emancipação das mulheres. A sua vida privada foi muito confusa, casando várias vezes, em parte devido às suas fantasias sexuais. Estas deram origem ao denominado Masoquismo. Sacher-Masoch chegou a fazer um contrato de seis meses com uma sua amante, em que este seria seu escravo e ela deveria usar peles sempre que o "castigasse". Estes episódios são descritos no conto de "A Vénus das Peles", e transportados para a Banda Desenhada por Guido Crepax. Este autor de BD erótica já foi referênciado neste blog com o livro História de O.
Crepax com o seu traço fácil e elegante deu vida a Wanda e Severin (Gregor), protagonistas de um contrato de escravidão, e do qual a dominadora ao longo do tempo tirava mais partido da sua posição, terminando numa humilhação inaceitável para Severin.
O livro é dividido em dez partes, em que se assiste a uma espiral cada vez mais violenta por parte da dominadora, terminando já com o "escravo" a protestar e a não concordar com aquele tipo de humilhação.... já não era só o chicote ou outros tratos físicos, mas a dona do contrato mostrou que tudo estava incluído!
Guido Crepax transportou magistralmente todo este desvio sexual para os quadradinhos, tornando também esta sua adaptação num marco da BD erótica europeia.
Boas leituras.

Softcover (capa mole)
Criado por: Guido Crepax
Editado em 1988 pela Martins Fontes (Brasil)
Comprado no MIAU
Nota : 7,5 em 10
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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Superman : All Star Superman Vol.2


O objectivo de Grant Morrison quando foi convidado a escrever uma estória com o Super-Homem como protagonista, foi fugir ao universo DC e recriar este herói de uma maneira intemporal, sem ficar preso à sua história passada ou o que estivesse agendado para o futuro.
Assim, Morrison criou provavelmente a melhor estória de sempre do Super-Homem! Não se focou directamente nos seus poderes estupidamente poderosos, mas sim na sua intrínseca bondade (que também é estupidamente grande) e amor pelo mundo adoptivo. Desde o início do volume nº1 que o Super Azul está a morrer, mas estava destinada a realizar dez grandes proezas antes de falecer devido à “overdose” de energia solar que recebeu logo no início de All Star Superman Vol.1. É claro que tudo isto provocado por uma armadilha urdida por Lex Luthor…
A estória continua neste volume com uma visita forçada ao mundo Bizarro, em que tudo é muito complicado visto que tudo funciona ao contrário! O belo é o feio, a negação é uma afirmação! Adorei ver um Flash super lento, e bem no meio do mundo ao contrário a aberração de uma cópia do Superman normal, que inclusivamente fazia poesia… ou seja era gozado por todos os habitantes deste mundo. O Super lá consegue fazer-se entender no meio da confusão de linguagem ao contrário e os Bizarros ajudam-no a sair daquele “subverso”, é claro que o Bizarro “normal” quererá sair dali com o Super…
Depois disto tudo ainda temos dois Kriptonianos, que sobreviveram à explosão do planeta, e durante a ausência do Superman, tomaram o seu lugar, temos o fim da cidade miniatura de Kandor, milagres, e claro um final épico contra Lex Luthor que conseguiu enganar toda a gente.
Esta dupla de autores funciona muito bem, Frank Quitely a demonstrar porque é um dos melhores “lápis” do mundo dos comics Norte -Americanos, ilustrando esta magnífica estória de Morrison que abrange vários ramos temáticos da Banda Desenhada desde a Ficção-Científica à mitologia antiga.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: Grant Morrison e Frank Quitely
Editado em 2009 por DC Comics
Comprado no Book Depository
Nota : 9,5 em 10
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Lançamento ASA - Cancer Vixen


Em Abril e depois d´"O Cachimbo de Marcos" e "Quatro?" a ASA edita mais um livro de BD: Cancer Vixen - A Minha Luta Contra o Cancro.
Segue parte do Press Release da ASA:

"O que acontece quando uma ilustradora citadina, louca por sapatos, obcecada por batom, apreciadora de uma boa pinga, doida por massas, fanática por moda, solteirona prestes a casar-se e com uma vida fabulosa descobre... um caroço no peito? Eis o mote para estas impressionantes, divertidas e tocantes memórias em banda desenhada. De uma forma brilhante e com um sentido de humor excepcional, Marisa Acocella Marchetto conta a história da luta que empreendeu durante onze meses contra o cancro da mama – desde o diagnóstico até à cura, passando por todas as duras fases intermédias.
Mas Cancer Vixen conta-nos muito mais do que como sobreviver a uma doença. É o retrato da vida de uma mulher que não pára um minuto, e de uma maravilhosa história de amor. Marisa, que se descreve como "solteirona convicta", encontra o seu Príncipe Encantado em Silvano, o dono do Da Silvano, um restaurante chique da baixa Nova Iorquina. Três semanas antes do casamento, recebe o diagnóstico. As dúvidas assaltam-na: como reagirá ele à notícia? Como irá o meu mundo mudar? Será que vou sobreviver? E... o que vai acontecer ao meu cabelo?
Desde os atribulados almoços da revista New Yorker até às vedetas sempre presentes no restaurante de Silvano, passando pelos coloridos sapatos de salto alto que Marisa leva para a quimioterapia, Cancer Vixen prima pela originalidade. A força e a coragem de Marisa são uma fonte de inspiração."



Nunca li, penso que já o vi à venda em livrarias, mas em língua inglesa. Agora a ASA edita a estória de Marisa Acocella Marchetto e a sua luta contra a terrivel doença, mas em português!

Data de saída: 16 de Abril, 2009

Autora: Marisa Acocella Marchetto
Colecção: Comics
Nº de Páginas: 224
Edição: cartonada e sobrecapa com badanas
Tiragem: 2000 exemplares
ISBN: 978-989-23-0369-7
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