sábado, 31 de março de 2012

Ilustração: Witchfinder (Mike Mignola)

Ilustração fantástica do arco Witchfinder da série Hellboy! O negro, o vermelho e o amarelo numa composição equilibrada! Mignola, apesar de não ser o colorista desta ilustração, dá as directrizes e este tipo de composição é recorrente na série de culto Hellboy Resulta sempre muito bem nestes "policiais do oculto"!
A outra imagem é da capa do Hellboy: Witchfinder #1 e a receita é a mesma.



Outras entradas de Hellboy neste blogue:
Hellboy Vol.1 Library Edition
Hellboy Vol.2 Library Edition
Hellboy Vol.3 Library Edition
Capas: Hellboy - The Wild Hunt #8

Boas leituras
Deixa o teu comentário

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Palavra dos Outros: Absolute Hush por Hugo Silva

Hugo Silva traz-nos hoje Batman. O livro é um magnífico Absolute e tem o título "Hush".
Esta obra teve um pouco de polémica, e não percebo porquê... houve muita gente que não gostou da estória, mas esta sem ser nada de extraordinária, é um bom momento de super-vilões, com uma galeria muito completa de maiores inimigos de Batman, mas ao mesmo tempo tempo trazendo um novo que vai influenciar as estórias de Batman até arcos bem recentes.
Mas a grande mais valia deste livro é a arte simplesmente brutal de Jim Lee! Só isto vale muito a pena.
E os portugueses puderam, ou tiveram a hipótese, de apreciar este título (ou não) com a edição da Devir em cinco TPBs. Fiquem com as palavras de Hugo Silva!

Absolute Batman Hush

Batman é uma das melhores personagens da BD, tem um design apelativo, uma personalidade forte e uma galeria de personagens repletas de carisma. Quando uma super estrela do desenho, como Jim Lee, se une a um argumentista, Jeph Loeb, que já tinha escrito uma boa série de histórias com o Morcego, é normal que toda a indústria entre num frenesim total e os fãs salivem à espera do resultado final.

Lembro-me que gostei bastante do arco “Hush” na altura em que saiu e que, para mim, correspondeu às expectativas. Lee fez umas mexidas no design dos uniformes, o que resultou num visual mais colorido do que estávamos habituados no universo de Gotham City, e em conjunto com o argumento cheio de acção e movimento criou uma série de histórias emocionantes, com mais ênfase no visual do que na qualidade do argumento. Mas não que isso seja uma coisa má, muito pelo contrário.

Andei a ler o Absolute Batman Hush e quando se pode ver a arte do Lee em toda a sua plenitude, tudo ganha uma outra dimensão. A história começa logo a chamar a atenção do público, com uma luta tremenda entre o Batman e o Killer Croc e, enquanto recuperamos o fôlego, levamos logo com mais duas personagens renovadas, a Catwoman e a Posion Ivy.

A segunda história mostra o morcego completamente imobilizado no chão, no famoso beco do crime depois de uma queda das alturas, rodeado de facínoras a quererem acertar contas com ele até este ser salvo pela Huntress num novo uniforme que, curiosamente, tinha um estilo bastante clássico. É o próprio Bruce Wayne que dá a entender, via código Morse com os seus dedos, que quem o devia salvar e o operar, seria um amigo de infância, o Dr. Thomas Elliot.

Nos seguintes capítulos vemos intercalados flashbacks da infância dos dois, de modo a conhecermos melhor a sua relação, e a procura do Batman pela verdade sobre o rapto da história inicial. Para além disso temos o aprofundar da sua relação com a Catwoman, que ganhava contornos nunca antes vistos. Loeb e Lee levaram o inuendo sexual de décadas a uma consumação que mudaria em muito a vida do herói.

Os desenhos de Lee não podiam ser desperdiçados só com vilões, e por isso aparece em cena o maior herói de todos, Superman, em mais uma luta em que o morcego leva a melhor. Harley Quinn, Joker, Jim Gordon, Nightiwng, Robin, Talia e Ra's ghul são apenas algumas das personagens que aparecem em catadupa, página após página com a simples intenção de nos chocar e nos deixar sobressaltados sobre qual seria o próximo.

O plot principal de tentar descobrir quem estava por trás de tudo, era apenas uma desculpa para nos mostrar a quase totalidade da galeria de vilões do Morcego. Quase todos eram usados como peões pelo vilão que tinha engendrado este plano maquiavélico, que chegava ao ponto de mostrar um duas caras curado após uma operação plástica e com vontade de voltar para o lado dos bons. As coisas ganharam outros contornos quando de repente damos de caras com um Jason Todd crescido, e aparentemente de volta do mundo dos mortos, até percebermos que era apenas o Cara de Barro, personificando um Jason mais velho, seguindo o plano que o Batman tanto queria descobrir.
As imagens são sempre muito intensas, quando não há uma luta há sempre uma imagem pin up que gostaríamos de ter num quadro em tamanho maior. Desde cenas isoladas como o Batman a beijar a Catwoman, a quadros isolados entre os quadros de uma luta intensa.

No final percebemos como o vilão é alguém novo, e como um vilão antigo é afinal mais inteligente e perigoso do que aquilo que aparentava. A cena final é interessante mas como que tira alguma da lógica de todo o arco de histórias, algo comum em Loeb, apesar de ter gostado bastante deste upgrade ao Riddler. Para quem se quer divertir e se deliciar com uma arte dinâmica, Hush é o livro ideal para se ler, ver e babar com a arte.


Tenho de agradecer a disponibilidade de Hugo Silva para colaborar neste blogue, já é a 5ª participação deste apreciador de Comics, e em que regularmente de mote próprio vai enviando textos e ilustrações.
Podem também visitar o blogue dele  em que a nostalgia é rainha: Ainda Sou do Tempo...

Obrigado Hugo Silva!

Boas leituras
Deixa o teu comentário

quinta-feira, 29 de março de 2012

Heróis ou Assassinos?


O Paulo Brito é o responsável por este post… descobriu esta BD/HQ nas suas deambulações pela Internet! As coisas que o pessoal descobre!
:D
Esta BD curta tinha como objectivo a minha participação e o do artista brasileiro Daniel Pereira dos Santos no concurso de Banda Desenhada do 21º Amadora BD. O tema era obrigatório: "A República”.
Nesse âmbito escrevi e planifiquei uma estória para o excelente artista Daniel Santos ilustrar, mas infelizmente não ficou pronta a tempo de ser entregue à organização daquele festival de BD.
Baseei a estória nos momentos anteriores ao assassinato e no que hipoteticamente Buíça e o Rei D. Carlos poderiam psicologicamente estar a sentir até ao momento fatal.
O Daniel fez adaptações ao meu texto posteriormente para uma “linguagem" mais brasileira.  E é essa a versão que podem ver aqui.
O título original era :

 Heróis ou Assassinos?

 

Gostaram do resultado final?
Acham que tinha hipoteses de ganhar o concurso?
:)
O título que o Daniel lhe deu posteriormente foi "dxRe8: Captura pelo Peão"

Boas leituras
Deixa o teu comentário

quarta-feira, 28 de março de 2012

Lançamento ASA: Provérbios… com Gatos!

A ASA vai lançar um livro de Catherine Labey, cujo tema central irão ser gatos, uma das perdições da autora, e provérbios!
É sem dúvida uma ideia muito original de Catherine Labey, e mais uma aposta da ASA em autores nacionais!
Para além disso convido-vos a ler o mail de Maria José Pereira no fim do post!
Uma ideia francamente boa! A Maria José está de parabéns, gostaria de ter muitas pessoas e personalidades da BD em Portugal com tanta vontade e amor à BD!
Para quem não sabe, a Maria José Pereira é a responsável editorial do departamento de BD da editora ASA
Segue a nota de imprensa e de seguida o mail da Maria José:

Provérbios… com Gatos! 


Gatos… Graciosos, brincalhões, ternurentos, são eles que nos falam de provérbios, numa abordagem diferente da sabedoria popular.
Muitos provérbios existem também além-fronteiras, mas outros têm um sabor essencialmente português. 

Colecção: Autores Portugueses
Nº de págs: 48
Autor: Catherine Labey
Edição: brochada com badanas
ISBN:  978 -989-23-1852-3
Data de lançamento na Buchholz: 3 de Abril
Data de distribuição nacional: 17 de Abril
Cada página é composta por duas tiras que correspondem a dois provérbios cujos protagonistas são gatos. Este livro dirige-se a todos os amigos de gatos… e não só!




Mail de Maria José Pereira:

Car@s amig@s,

A ideia de que, o espaço que os livros e os eventos de BD ocupam nas prateleiras e nas agendas das livrarias é muito exíguo (o melhor é sempre possível!) tem-me acompanhado nos últimos tempos, um pouco como eco das mensagens que me chegam directamente ou que leio aqui e acolá neste ou naquele blogue. Quero por isso partilhar convosco a notícia de que estamos a desenvolver, em conjunto com os nossos colegas responsáveis pelas Livrarias Leya, e em algumas lojas que são da sua responsabilidade directa, um Espaço BD.
Trata-se de um espaço de mostra/venda de livros, mas pretende-se que se torne, gradual e simultaneamente, um espaço de actividades, de convívio e de troca de ideia. O primeiro desses espaços será localizado em Lisboa, na Livraria LEYA na BUCHHOLZ e será “inaugurado” no próximo dia 3 de Abril, aquando do lançamento do livro “Provérbios…com Gatos”, cujo convite vos envio em anexo.
Na ocasião, e porque a autora do livro, a Catherine Labey, é também pintora de formação, inauguraremos uma exposição/venda das suas aguarelas.
 Esta exposição ficará patente ao público até Maio.

Quanto a nós, pretendemos congregar e reunir neste espaço, pelo menos uma vez por mês, todos aqueles que desenvolvam qualquer actividade em torno da 9ª arte, sejam autores, editores, críticos, bloguistas… Estou disponível para vos ouvir e fico à espera das vossas propostas.
Alguns repararão na data em que marcámos este primeiro evento: a primeira 3ª-feira do mês.
Esta data foi escolhida porque a consideramos emblemática para a BD, pois é uma data associada à Tertúlia BD Lisboa, da responsabilidade do Geraldes Lino.
A sua escolha é também uma “homenagem” ao trabalho de divulgação que o Geraldes Lino tem feito em prol da Banda Desenhada.
Assim, no dia 3 de Abril propomos a todos que a Tertúlia BD Lisboa comece mais cedo, na Livraria Leya na Buchholz, seguindo-se depois o habitual jantar do restaurante A Gina, do Parque Mayer.

Até terça-feira.

Maria José Magalhães Pereira

Espero que isto tudo vos tenha agradado!

Boas leituras
Deixa o teu comentário

terça-feira, 27 de março de 2012

Thorgal Vol.2: A Ilha dos Mares Gelados

Este livro fecha o ciclo da Rainha dos Mares Gelados. A qualidade gráfica da impressão desceu bastante em relação ao primeiro livro, que já não era grande coisa, ficando com cores “estranhas” e os contornos um pouco mal definidos. Para “cerejinha no topo do bolo” esta edição da Editora Futura é de capa mole, com uma técnica de colagem às folhas que a idade não perdoa, sendo muito fácil que um mau manuseamento deste livro faça soltar páginas…
A Futura apenas editou dois livros, este e o seguinte. A Ilha dos Mares Gelados foi editada em português em 1988, passados cinco anos desde a publicação do primeiro volume. Este volume levanta um pouco o véu da origem de Thorgal, mas comecemos pelo princípio… Thorgal foi aceite como noivo de Aarícia pelo chefe Viking Ganfalf. Isto provoca outro problema a Thorgal, o irmão de Aarícia acha-o um empecilho à sua sucessão como chefe. Entretanto são avistadas duas gigantescas águias, outra tinha sido capturada e servia para um cruel jogo entre os Vikings. Thorgal com uma flecha liberta a águia da árvore onde tinha sido presa, não sabendo que as outras tinham raptado a sua noiva. Imediatamente e após a descoberta do rapto é organizada uma expedição à Ilha dos Mares Gelados. A viagem é muito dura e a tripulação do Drakkar revolta-se lançando o filho do chefe e Thorgal nas águas geladas. Acabam separados, mas ambos vão ter à ilha dos mares gelados! Após algumas peripécias conseguem ajuda dos locais e acabam por encontrar o Senhor das 3 Águias. O filho de Gandalf acaba por matar traiçoeiramente esta personagem. Thorgal retira-lhe o elmo e descobre uma mulher muito parecida com Slive. Esta confidencia-lhe antes de morrer que eles deveriam ter ficado juntos para continuação da espécie… Thorgal não entende muito bem e vai à procura de Slive. Entra num edifício que não é mais que uma nave espacial, onde encontra Aarícia e Slive. Esta explica-lhe um pouco a sua natureza de filho das estrelas antes da destruição da nave, que estava eminente! Os Vikings retornam às suas terras e Thorgal decide partir para viver em paz com Aarícia! É assim muito na generalidade o que se passa neste volume.
Uma mistura muito boa de Vikings com ficção-científica!
Posts anteriores:
 Thorgal
 Lançamento ASA / Público: Thorgal
 Thorgal Vol.1 - A Feiticeira Traída

O próximo livro é “Os Três Velhos do País de Aran”.

Boas leituras
Deixa o teu comentário

Lançamento ASA: Dragon Ball Vol.17 - A luta Contra o Terror


Mais um volume da série Dragon Ball! Ritmo alucinante de publicação a que eu não estou habituado!
A ASA vai iniciar a distribuição no dia 10 de Abril, e poderão acompanhar as aventuras de Goku e amigos nesta "Luta Contra o Terror.
Fica a nota de imprensa da ASA:

DRAGON BALL 17 – A Luta contra o Terror

Son Goku é o maior herói da Terra. Cinco anos depois de derrotar o rei demónio Piccolo, cresceu e formou família - tem um filho, Son Gohan. Mas qual é a verdadeira razão da incrível força de Son Goku? Um visitante do espaço chega e traz notícias terríveis – Goku é um extraterrestre, e o visitante, Raditz, é seu irmão! Quando Raditz demonstra ser um assassino implacável, Goku tem de enfrentá-lo para salvar a sua família e a raça humana. Uma aliança surpreendente pode ser a última hipótese da Terra: Goku vai juntar-se ao seu velho inimigo Piccolo...!

Colecção: Mangá
Nº de págs: 192
Autor: Akira Toriyama
Edição: brochada com capa brilho
ISBN:  978 -989-23-1768-7
Data de distribuição nacional: 10 de Abril

Este mangá deu origem a duas séries de desenhos animados que tiveram um enorme sucesso, tanto no Japão como no resto do mundo: Dragon Ball, Dragon Ball Z e ainda Dragon Ball GT, uma terceira série cuja história não se baseia no mangá.
Mundialmente, Dragon Ball é a série de mangá mais vendida, equiparando-se em termos de BD às vendas da série Astérix!

Boas leituras
Deixa o teu comentário

segunda-feira, 26 de março de 2012

Às Quintas Falamos de BD (Março) - Homenagem a António Velez: Construções de armar


O CNBDI retoma neste mês a seu encontro de 5ª Feira e promove um encontro para homenagear António Velez. Este artista ficou conhecido pelas célebres construções de armar. Lembro-me que montei muitas quando era pequeno... um convite à nostalgia! Fica a informação do CNBDI:

 Às Quintas Falamos de BD: António Velez

O Presidente da Câmara Municipal da Amadora tem o prazer de convidar V. Exª, para mais uma edição de Às Quintas Falamos de BD e para o encontro Construções de Armar - Homenagem a António Velez, que terá lugar no dia 29 de Março, pelas 21h00, no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem.
Para a ocasião Dâmaso Afonso e José Ruy recuperaram a única entrevista conhecida de António Velez. São onze minutos que reconstituem o significado e a memória das construções de armar em Portugal e o pretexto para mais um encontro no CNBDI.











Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do Brasil, nº 52 – A, 2700-134 Amadora
Tel: (351) 214 369 057
Fax: (351) 214 962 353
amadorabd@cm-amadora.pt
www.amadorabd.com

Nota: As notas que o CNBDI manda deverão ser mais completas de futuro. Esta informação é muito exígua para alguém que se queira informar mais sobre o tema. Eu próprio pouco conheço sobre a vida deste artista, e torna-se pouco apelativo para o vulgar cidadão querer ir a um encontro destes.
Mais informação é necessária!

Boas leituras
Deixa o teu comentário

domingo, 25 de março de 2012

O Amor Infinito que te Tenho e Outras Histórias


Nos últimos tempos a BD portuguesa tem tido alguns escapes para fora do País. Há pouco tempo foi o anúncio de que o Dog Mendonça e Pizzaboy iria ser editado pela Dark Horse para o mercado norte-americano, e agora a notícia de que o primeiro livro de Paulo Monteiro irá ser publicado na Grã-Bretanha pela editora Blank Slate Books. Não é só isto que existe em comum entre estas obras portuguesas, ambas tiveram várias reedições em Portugal!
Paulo Monteiro é o homem dos sete ofícios! A música, a arqueologia, o cinema, a escrita… tudo passou/passa pela vida de Paulo Monteiro. Corre o país a dinamizar cultura!
Mas a vertente da BD é talvez a mais importante deste Homem. Para além de ser o principal responsável pelo grande Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, em 2010 o seu primeiro trabalho como autor de BD viu as prateleiras das livrarias.
Comprei este livro no Amadora BD desse ano, aproveitando estar lá o Paulo pedi também um autógrafo, mas não li logo.
Folheei apenas e coloquei na prateleira. Todos os que me conhecem sabem que eu desconfio sempre de trabalhos num registo mais alternativo. Para gostar deles tenho de gostar muito da estória e da sua envolvência com os desenhos. Ou seja têm de ser de qualidade, residir muito da alma do artista na arte e textos e trazer algo de novo sem ser na vertente pseudo-intelectual que é apanágio da maior parte do que se faz por aí na chamada “BD alternativa”.
Quando me passou a desconfiança peguei neste livro e li-o. E li outra vez. E outra. E para fazer este post li outra vez! O livro tocou-me o que é difícil.
A envolvência do artista na obra é notória, tocante e absorvente. São dez estórias curtas em que quando chegam ao fim, sente-se pena de não continuarem por mais umas páginas…
Paulo Monteiro fala dele, fala da família, fala das suas emoções e relações e abre o coração a quem lê este seu trabalho, e tem a sensibilidade suficiente para nos tocar com esta amálgama de desenho e textos a roçar o poético.
O Paulo Monteiro é um homem simples, não luta para “aparecer”, mas muito trabalhador. O anúncio de tradução desta obra por uma editora inglesa é um prémio merecidíssimo para ele!
Destaco três estórias deste livro: "O Amor Infinito que te Tenho", "Porque este é o meu Ofício" e "Para Lá dos Montes". Não vou conta-las nem desenvolver o seu conteúdo, isso fica para a sensibilidade de cada um julgar.
Existe uma capa já com o título em inglês, mas é apenas para publicidade, pois o Paulo ainda está a trabalhar nas capas que vai apresentar à Blank Slate Books.
Prémios:

Melhor Álbum Português, atribuído pelo Festival Internacional de Banda Desenhada
da Amadora, em 2011.
Melhor Publicação Independente, atribuído pela Central Comics, em 2011.





Capa da 2ª edição



Autógrafo do autor no meu livro.

Desejo o maior sucesso do mundo ao Paulo.
:)

Boas leituras

Softcover
Criado por: Paulo Monteiro
Editado em 2010 por Edições Polvo
Nota : 9 em 10
Deixa o teu comentário

sexta-feira, 23 de março de 2012

Capas: Witchblade #150


Stjepan Šejić e Ron Marz escolheram este número para terminar a sua "run" no título da Top Cow, Witchblade.
Escolheram este número redondo para partir para outras aventuras, do género a "on-going" Artifacts, mas não há duvidas que estes dois homens abanaram bem o título a partir do número 80!
Fica esta capa muito simples a preto & branco, mas de grande beleza!
Para quem não sabe, Stjepan Šejić é dos artistas da actualidade que eu mais gosto!

Boas leituras!
Deixa o teu comentário

quinta-feira, 22 de março de 2012

Thorgal Vol.1 - A Feiticeira Traída


Visto que vai sair uma colecção ASA/O Público a começar no número 14 da série original vou fazer uma breve sinopse aos livros mais antigos que saíram em português. Outras informações estão indicadas no post de lançamento (Lançamento ASA / Público: Thorgal)  e na hiperligação dois parágrafos abaixo.
Thorgal é uma série dividida por ciclos, álbuns chave e aventuras independentes. Mas…
Bem, apesar de os ciclos serem “estanques” normalmente existe uma linha que une os vários livros. Seja por causa de personagens que protagonizaram situações em livros ou ciclos anteriores, seja por pormenores que vão ficando e dão consistência à série.
Não vou fazer crítica aos livros Thorgal que vou apresentar. A crítica já foi feita no post THORGAL, portanto vou apenas apresentar os livros que saíram anteriores ao ciclo de Qâ que a ASA vai editar a solo, extra colecção ASA/O Público.
O livro de hoje dá o pontapé de saída à série. A Feiticeira Traída inicia o primeiro ciclo a que foi dado o nome de ciclo da Rainha dos Mares Gelados. Este ciclo é composto pelos dois primeiros livros da série.
O livro inicia-se com um Thorgal condenado à morte pelo rei Viking Gandalf “O Louco”. Condenado à morte apenas porque amava a filha deste: Aarícia.
Thorgal não é um verdadeiro Viking, visto que foi recolhido à beira-mar e adoptado por estes guerreiros do norte da Europa. Posto isto Gandalf nunca autorizaria o casamento de Thorgal com a sua filha. É aqui que Thorgal ganha a sua famosa cicatriz, que nunca irá desaparecer e será uma imagem de marca. Thorgal é acorrentado a uma rocha na costa marítima durante a maré-vazia, que ficaria submersa durante a maré cheia.
Uma estranha mulher oferece a liberdade a Thorgal quando este já tinha desistido de se libertar… mas a liberdade vem com um preço! Thorgal terá de a servir cegamente durante um ano!
Thorgal entra em confrontos com os mais variados seres, humanos ou não, e é sujeito a duras provas ao serviço da Feiticeira! Afinal o primeiro objectivo desta era a sua vingança contra Gandalf.
Thorgal acaba por se recusar a servir a cumprir o resto do pacto, porque Slive (assim se chamava a estranha mulher) lhe pediu para assassinar Gandalf, já com este muito ferido.
No final fica suspenso o segundo objectivo de Slive, e um pouco das origens de Thorgal!
Álbum da Bertrand de 1983 com uma sólida capa e um bom acabamento interior. Já lá vão 30 anos e o livro está em muito bom estado! Pena que a qualidade gráfica, sobretudo as cores, não esteja em grande nível. Nota-se perfeitamente que Rozinsky ainda andava à procura de maturar graficamente as personagens. Um bom primeiro livro!
De notar que neste apontamentos que eu vou fazer não vou contar a estória exaustivamente, mas vou colocar alguns spoilers provavelmente.

Boas leituras
Deixa o teu comentário

Lançamento Contraponto: Persépolis


Foi com surpresa que vi ontem este anúncio no blogue do Filipe Azeredo (A Filactera)!
Mas foi/é uma bela surpresa. Infelizmente comprei em Janeiro a versão norte-americana, visto que a Editora Polvo publicou há muitos anos atrás apenas a primeira parte desta auto-biografia gráfica e nunca mais publicou o segundo e último volume. A editora Contraponto (pertencente ao grupo Bertrand) vai editar de maneira diferente, ou seja, vai publicar esta obra de Marjane Satrapi num único volume, e diga-se, acho o mais acertado!
Fica a nota de imprensa da Contraponto:

Persépolis
Marjane Satrapi

«Um livro revelador, cativante e inesquecível. Uma obra extraordinária.»
The New York Review of Books

Com uma memória inteligente, divertida e comovente de uma rapariga que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, Marjane Satrapi consegue transmitir uma mensagem universal de liberdade e tolerância.
«Estamos em 1979 e, no Irão, sopram os ventos de mudança. O Xá foi deposto, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. Marjane Satrapi é uma criança de dez anos irreverente e rebelde, filha de um casal de classe alta e convicções marxistas. Vive em Teerão e, apesar de conhecer bem o materialismo dialético, ter um fetiche por Che Guevara e acreditar que consegue falar diretamente com Deus, é uma criança como qualquer outra, mergulhada em circunstâncias extraordinárias.
Nesta autobiografia gráfica, narrada com ilustrações monocromáticas simples mas muito eloquentes, Satrapi conta a história de uma adolescência durante a qual familiares e amigos “desaparecem”, mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, os bombardeamentos iraquianos fazem parte do quotidiano e a música rock é ilegal. Contudo, a sua família resiste, tentando viver uma vida com um sentido de normalidade. Um livro inteligente, muito relevante e profundamente humano.» BBC
Em 2007 Persépolis foi adaptado ao cinema e das muitas nomeações para prémios que teve destaca-se a do Óscar para melhor filme de animação.

Género: Banda Desenhada
Tradutor: Duarte Sousa Tavares
Formato: 15 x 23,5 cm
N.º de páginas: 352
Data de lançamento: 5 de abril
PVP: 19,90€

Autora:
Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irão, em 1969, e atualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerão, onde passou a sua infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda. Aos 14 anos, partiu para a Áustria, e depois retornou ao Irão para estudar belas-artes.
Estabelecida em França como autora e ilustradora, Marjane conquistou a fama mundial com Persépolis, obra que ganhou alguns dos mais prestigiados prémios deste género literário, nomeadamente o prémio para autor-revelação e o prémio para melhor guião de Angoulême, e o prémio Eisner para melhor novela gráfica e melhor obra estrangeira. Este livro foi transformado num filme de animação em 2007, que estreou no Festival de Cannes e foi premiado com um Óscar.
As ilustrações de Marjane são publicadas em revistas e jornais de todo o mundo, incluindo The New Yorker e The New York Times.

Um livro que aconselho vivamente a toda a gente!

Boas leituras
Deixa o teu comentário

quarta-feira, 21 de março de 2012

A Palavra dos Outros: Gerry Conway "Faz Falta" por Hugo Silva

Hugo Silva traz-nos hoje Gerry Conway!
Este escritor de comics norte-americano é conhecido por ter criado dois heróis, um na Marvel (Punisher) e outro na DC (Firestorm), e por ter escrito um dos momentos mais marcantes dos comics em Spider-Man: The Death of Gwen Stacy! Para além disso o primeiro crossover entre a Marvel e a DC: Superman vs The Amazing Spider-Man. De resto escreveu para estas duas editoras em quase todos os seus grandes símbolos.
Ficam as palavras de Hugo Silva:

Gerry Conway faz falta

Gerry Conway é um dos maiores nomes da indústria de comics Norte-Americana, o seu trabalho nas duas grandes editoras faz com que seja um nome reconhecido e respeitado devido à sua escrita em títulos como Homem-Aranha ou Liga da Justiça entre outros.

Ele foi o primeiro a escrever um grande crossover entre as duas companhias, que colocava nas mesmas páginas os maiores símbolos da DC e da Marvel: Superman e Spider-Man. O seu tempo em Amazing Spider-Man é lendário, já que todos recordam a storyline que levou à morte da Gwen Stacy. Muitos relembram também as suas criações, nomeadamente Punisher para a Marvel e Firestorm para a DC.

Conway começou a escrever ainda nos seus 16 anos, para as revistas de horror da DC, até que conseguiu um lugar na Marvel pela mão do escritor e editor Roy Thomas. Foi no início da década de 70 que se deu a estreia em grande deste jovem numa breve passagem por títulos de segunda linha como Ka-zar, Inhumans e Black Widow. Apesar da sua idade ele passou ainda por alguns com mais importância da Marvel, como o Iron Man, Daredevil e Hulk, para além de criar personagens que seriam no futuro importantes para a mesma. Werewolf by Night, Tomb of Dracula e Man-Thing são algumas personagens que conheceram a luz do dia pela mente do jovem escritor.

Os tempos eram outros e só assim um jovem com 19 anos teria a oportunidade de escrever os 2 títulos que davam basicamente nome à companhia, Amazing Spider-man e Fantastic Four. O talento dele sobressaiu e este esteve à altura dos mesmos, levando a duas runs memoráveis em especial no cabeça de teia. No Aranha os personagens de apoio eram sempre bem retratados e ganhavam uma vida e importância tal que gostávamos tanto deles como do herói principal. Foi aproveitando esse destaque que ele escreveu logo no começo da sua run, a morte de uma das mais importantes personagens secundárias, a namorada de Peter Parker, Gwen Stacy.

Outro marco nos seus 3 anos em frente dos destinos do Aracnídeo foi a co-criação com Ross Andru de uma personagem que seria antagonista do nosso herói, mas que seria mais tarde uma das personagens mais importantes da editora, o Punisher, para além de alguns dos combates mais memoráveis com os vilões Tarântula, Escorpião, Mysterio, e ainda a primeira saga do clone.

No Quarteto, ele faz o Namor aparecer outra vez no caminho dos heróis e usa da melhor forma um dos melhores rivais da equipa, o Mago e o seu Quarteto Terrível.

Em 1975 o jovem escritor cometia o feito de voltar à DC e assim escrever para ambas as companhias, isto numa altura em que isso não era muito comum. Talvez por isso ele acabou por ser o escolhido para escrever aquela que seria uma revista marcante na história dos comics Norte-Americanos, o crossover que envolvia Superman e Spider-Man. Na casa das ideias, ele fez parte do rodopio de Editores-Chefe no final dos anos 70 tomando esse cargo durante pouco menos de um ano sucedendo a Marv Wolfman e deixando o lugar para Archie Goodwin.

Em Janeiro de 1977, o nome de Conway era já tão importante saíram 9 títulos para as bancas com o seu nome nos créditos. Avengers, Defenders, Spectacular Spider-man, Iron Man e as estreias de Ms.Marvel e Logan's Run para a Marvel enquanto que na DC seriam os títulos Superman e Action Comics a trazerem o seu nome, Foi aliás esta companhia que marcaria a sua carreira na década de 80.

Conway foi dos poucos a ter direito a duas runs diferentes com a Liga da Justiça, a primeira no final dos anos 70 com a Liga do Satélite e esteve envolvido nas histórias que trouxeram de volta a tradição anual dos encontros entre as duas equipas da DC, a JLA e a JSA. Ele também escreveu outros títulos grandes como Superman ou Batman sendo que no morcego realça-se a sua história que envolve o perigoso Hugo Strange.

Em 1986 voltou em grande à co-criação de personagens, e uma que rapidamente se tornou uma das favoritas dos fãs de Comics, o herói da DC Firestorm. Conway escreveu mais de metade dos números da revista em que retratava um jovem, Ronnie Raymond e as suas aventuras como o herói nuclear ou apenas como o adolescente na faculdade. Sem sombra de dúvida que a influência Peter Parker via-se no mesmo, e isso que ajudava ao sucesso dele já que também aqui Conway dava importância ao elenco de apoio. Mais tarde a personagem fez parte inclusive da Liga da Justiça.

Antes de se concentrar nos seus trabalhos para TV e Cinema (que incluíam coisas como Conan, the Destroyer, Hercules, Law & Order e Perry Mason entre outros), Gerry teve ainda tempo de voltar ao cabeça de teia para escrever no final dos anos 80 as revistas Spectacular Spider-Man e Web of Spider-man.

Mais uma vez Conway mostrou como gosta de dar atenção ao elenco de apoio e personagens como Nick Katzenberg, Gloria Grant, Aunt May, Nathan Lubensky, Joe Robertson, ou Randy Robertson todos tinham algum destaque na vida da personagem. Também era dado destaque a personagens com poderes como por exemplo, Puma, Rocket Racer, Will-O'-The-Wisp, Prowler, Sandman, Silver Sable, Molten Man, Green Goblin e Chamelon a darem que fazer ao nosso herói, ficando esses personagens pela revista Web of Spider-Man.


Em Spectacular era o bom e velho JJJ, Ben Urich, Mary Jane, a volta do clone da Gwen Stacy e vilões como Tombstone, Kingpin e Duende Macabro a complicarem a vida do aracnídeo. Até a sua co-criação Punisher deu o ar da sua graça nesta última run do escritor antes de decidir concentrar-se na TV.

Deixa saudades porque é daqueles poucos autores que conseguiu mais que uma run memorável, ou agradável, com alguns dos maiores heróis de ambas as companhias.

Hugo Silva

Espero que vos tenha agradado mais este texto de Hugo Silva, e não se esqueçam de visitar o blogue nostálgico Ainda sou do Tempo...!

Boas leituras
Deixa o teu comentário

terça-feira, 20 de março de 2012

I Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada - MAB Invicta: Últimas Fotografias, Entrevista a Melinda Gebbie e Considerações Finais


O I Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada - MAB Invicta encerrou este fim-de-semana. Infelizmente não pude viajar até ao Porto para mais convívio, e não consegui assistir à exposição Tex Gigante nem estar com Fabio Civitelli e com a dupla humorística Geral et Derradé.
Pelas imagens que vi, esta segunda etapa do MAB Invicta um pouco mais de público que a primeira, o que a ser verdade premeia o esforço dos organizadores deste primeiro festival de Banda Desenhada!

Antes deste fim-de-semana a organização, em parceria com a casa Niepoort, levou os artistas que estiveram presentes no primeiro fim-de-semana até ao Douro, mais concretamente até às instalações da Niepoort. Foram convidados a fazerem rótulos exclusivos para esta casa, mas primeiro fizeram uma viagem pelo Douro para ganhar inspiração!
:)

Nenhuma das fotos neste post é da minha autoria, como é lógico, e quero agradecer ao Manuel Espírito Santo e ao José Carlos Francisco pela gentileza em me deixar usá-las!
Mas… finalmente consegui dar conta do vídeo que fiz durante parte da entrevista a Melinda Gebbie por Manuel Espírito Santo (organizador do MAB) e está no fim do post. Infelizmente não tinha cartão de memória para gravar tudo…
:(

Mas este festival finalizou no Domingo e é normal e da praxe fazer-se um balanço!

Prefiro começar a falar nos pontos positivos.
Adorei o entusiasmo e a coragem com que a organização abraçou este projecto!
Foram incansáveis na maneira como se desdobraram em contactos, conseguindo alguns bons autores e parcerias! Sim parcerias são importantes quando alguém se propõe a fazer um evento destes com custos que se aproximam com o “0”…
Outro ponto importante a reter foi a maneira como o evento foi divulgado nos meios de comunicação social. Saiu em vários jornais nacionais e teve direito a espaço de antena na RTP1. Não é fácil, e não costuma acontecer! Parabéns à organização pela maneira como se “mexeram”.
Outra situação muito interessante foi a frisada em cima respeitante à Niepoort. Acho que foi muito boa ideia os artistas presentes no MAB serem presenteados com aquele passeio no Douro. Isto antes de criarem novos rótulos para este vinho do Porto. Achei uma excelente parceria!
Já agora, as casas de banho em quantidade e uma caixa Multibanco à entrada foram uma mais-valia! Ao nível das instalações foram o único ponto positivo.

Pontos negativos…
Bem… uns posso pô-los em cima da inexperiência, visto que foi o primeiro festival, outros advieram do perfil e stress do principal organizador.
Começo pelos primeiros.
O espaço do festival não foi bom. A Faculdade de Belas Artes do Porto não tem condições para receber um festival deste género. Os organizadores não tiveram espaço de manobra para fazer tudo em condições, porque os horários desta Faculdade não deixavam ninguém trabalhar! Durante a semana há aulas, assim só houve tempo para dispor tudo para receber o Festival depois das aulas, e a Faculdade não autorizou trabalhos para além das 23 horas. É impossível preparar exposições nestas condições. Mais, a organização tinha de ter tudo no sítio logo após o fim-de-semana de festival, para receber os alunos que iriam ter aulas. Isto é francamente stressante e redutor… para além disso, os estiradores onde estavam expostos os originais e reproduções artísticas estavam nalguns casos com graffiti sem nexo. Isto era um espaço pago e nem por isso barato!!!!
Sinalização. Esta importante ferramenta não existiu. Não estou sequer a falar dentro da faculdade, estou a falar no Porto. Nos principais pontos de passagem desta cidade devia ter havido sinalética que levasse pessoas para o festival. Mesmo para quem quisesse de antemão ir ao festival tinha dificuldades se não conhecesse o Porto. Não basta saber o nome da rua, é preciso indicá-la!
Credenciais. Apenas os elementos da organização estavam identificados. Devia ter havido credenciais para artistas, jornalistas e convidados. Um fio ao pescoço de toda esta gente passa um ar de credibilidade para o exterior! Assim como os artistas deveriam ter atrás deles nas mesas de autógrafos uma placa com o seu nome, ou então um pequeno prisma em cima da mesa que os identificasse.
O MAB incorreu no mesmo erro que o Amadora BD… passo a explicar, houve exposições que não se encontravam no recinto do festival. É incompatível ir ao festival e depois andar por outros pontos da cidade para ver, por exemplo, a exposição do Príncipe Valente! Não se pode fazer isto em grandes e compactas cidades, só Beja o pode fazer porque fica tudo muito perto e dá para ir a pé!
Bilhetes. As crianças até aos 12 anos NÃO deveriam pagar.
Falando da organização propriamente dita, esta precisa de ser incrementada com outros protagonistas. Não pode quase tudo cair em cima de uma pessoa. Esta entra em stress e não consegue avaliar em condições algumas situações. Na minha opinião (que vale o que vale) deveria haver pelo menos mais dois organizadores em pé de igualdade no que respeita a decisões, e decidirem em conjunto. Assim como um Relações Públicas que fosse a cara do Festival para a Imprensa. É humanamente impossível para o Manuel Espírito Santo, por muita genica que tenha, dar “conta do recado” sem entrar em stress, o que não é bom para a organização pois pode provocar situações fracturantes desnecessárias, devido a esse mesmo stress!

Civitelli a dar autógrafos


Que me perdoem os organizadores do MAB, que sempre foram muito gentis comigo, mas estes pontos que apontei foram feitos numa base de observação e construção, e não para mandar abaixo!
Gostaria muito de ver um MAB para o ano, melhor e mais maduro! Estes pontos que apontei foram para melhorar e não para dizer mal. O Porto merece um festival de BD, e a ver se se melhora os pontos negativos para o público acorrer em maior afluência ao evento.

Geral et Derradé (da direita para a esquerda)



Exposição Tex com Civitelli ao meio



Artistas na casa Niepoort



Artistas na casa Niepoort



Exposição Príncipe Valente



Exposição Príncipe Valente



Exposição Príncipe Valente




Primeira parte da entrevista a Melinda Gebbie




Segunda parte da entrevista a Melinda Gebbie

Boas leituras
Deixa o teu comentário