terça-feira, 30 de abril de 2013

Workshops Anicomics: Máscaras de Super-Heróis com André Filipe "Vic"

André Filipe

Querem aprender a fazer uma máscara?
Este é o workshop certo!
Onde?
No Anicomics.
André Filipe vai ensinar a criar, ou recriar, máscaras para os vossos cosplays de super-heróis, desde os materiais até à sua manufactura.


Fica uma pequena entrevista:

Entrevista a André Filipe "Vic" (Máscaras de Super-Heróis)

Quando te começaste a interessar por Cosplay?

Em 2003, quando conheci o que era Cosplay através de um fórum de videojogos conhecido na altura.

Vais dar um Workshop de Máscaras de Super-Heróis, o que é que podemos esperar aprender nessa tua aula?

Estruturei o workshop numa parte mais teórica em que irei falar de todos os materiais possíveis para fazer os mais diversos tipos de mascaras, sejam capacetes completos como o do Iron Man, ou simples mascaras na linha do Robin, Black Cat, etc. A outra parte é mais prática e vou pegar num destes tipos de máscara e fazer alguns dos passos da sua construção ao vivo.

Qual o segredo para uma boa máscara de super-herói?

O uso dos materiais certos! Faz todo a diferença, e o look final é o melhor.


À partida existe um problema anatómico no Cosplay masculino de super-heróis… a musculatura! Por norma são raras as pessoas que a possuem em abundância, como se torneia essa situação?

Temos que ter o discernimento para saber adaptar as personagens à realidade. Se não, teríamos todos que ser bodybuilders profissionais! Há que olhar para os comics, e ver que (para além das leis da física impossíveis) as personagens são uma espécie de hiperbolização do ser humano normal. Mas na realidade funcionaria? Dificilmente! Daí que até nas adaptações cinematográficas recentes os atores que interpretaram papeis como o Thor, Capitão América Batman, apesar de em forma física, estão longe de ser uma cópia fiel do que se vê na BD. O segredo é mesmo adaptar! Claro que um estilo de vida saudável e umas idas ao ginásio não fazem mal a ninguém.

Qual a tua personagem preferida para fazer uma boa máscara?

Iron Man!

Porque é que tu achas que aqui em Portugal se faz muito mais Cosplay de personagens japonesas e não de super-heróis?

Talvez pela própria história do Cosplay cá em Portugal, que esteve sempre mais ligada à animação Japonesa do que a ficção Ocidental. E como a maioria dos praticantes de Cosplay descobre a actividade através da fandom de anime, vou supor que seja mais natural fazer Cosplay da ficção oriental. Mas felizmente já começamos a ter alguma variedade, e os super heróis já começam a aparecer por aí.


Qual é a tua opinião/sentimento relativamente ao Anicomics?

É um bom evento, em que sempre fui bem recebido. É o terceiro ano em que vou lá estar, e espero que corra tudo pelo melhor!

Alguma mensagem em especial que queiras dirigir aos leitores do Leituras de BD?

Apareçam no Anicomics! Deem uma olhadela aos vários workshops que o evento vai ter, aos concursos de Cosplay e afins que não se vão arrepender. É uma ótima maneira de conhecer este mundo.

Obrigado!

Obrigado eu!
:)




















Excepto a primeira foto, onde aparece mesmo o André Filipe, todas as outras fotos foram retiradas aleatoriamente da Internet.

Workshop de Máscaras de super-heróis, com André Filipe "Vic", está previsto para Domingo, 10h30-12h30, Biblioteca, piso 0 - sala multi-usos.
O número máximo de participantes é de 16 e este workshop é gratuito!

O Leituras de BD apoia e recomenda o Anicomics

Boas leituras
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segunda-feira, 29 de abril de 2013

IX Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja: Cartaz e primeiras notícias


O 9º Festival de BD de Beja dá o seu primeiro sinal!
Para já estão previstas muitas exposições internacionais e a organização deu autorização para divulgar o seu autor cabeça de cartaz, o grande Jean-Claude Mézières!

Este autor era para ter vindo o ano passado, mas devido aos cortes orçamentais essa visita de Mézières foi infelizmente cancelada.
Este ano pelos vistos já houve orçamento para trazer artistas de fora e foi com agrado que recebi a confirmação da notícia dada pela organização do Festival.


Para quem é mais distraído, ou não liga muito aos nomes dos autores, Jean-Claude Mézières é o desenhador da muito conhecida série em Portugal, Valerian!

Mais tarde voltaremos a este tema.

Agora fiquem com a primeira nota de imprensa relativa ao Festival Internacional de Beja:

IX FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DE BEJA
De 1 a 16 de Junho

21 exposições com autores de Portugal, Argentina, Brasil, Espanha, França e Grécia, espalhadas por 9 núcleos dentro do centro histórico / 15 dias de Programação Paralela / Mercado do Livro

Núcleos:
Casa da Cultura
Antigo Posto de Turismo
Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago
Castelo
Espaço Os Infantes
Museu Jorge Vieira – Casa das Artes
Museu Regional de Beja – Convento da Conceição
Museu Regional de Beja – Núcleo Expositivo da Rua dos Infantes
Teatro Municipal Pax Julia

Como podem verificar, 2013 será mais um ano de Beja em grande, sabendo que parte dos autores que tem exposição neste festival estarão presentes.
Falta dizer que a autora do cartaz foi Suza Monteiro!

Mais informações sobre o festival de Beja só após o Anicomics, ou seja, só depois de dia 13.

O Leituras de BD apoia e recomenda o Festival Internacional de BD de Beja


Boas leituras
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Autores presentes no Anicomics 2013: André Lima Araújo (Entrevista)


Não é a primeira fez que André Lima Araújo passa neste blogue, e penso que esta não será a última de certeza. Aquando de um Workshop que ministrou aproveitei para lhe fazer uma entrevista que podem ver no link Workshop Redcotton. Mas como é um dos autores presentes neste Anicomics vai ser entrevistado novamente!

Como irão reparar, eu fiz 10 perguntas ao Jorge Coelho (cliquem no nome se quiserem ler a entrevista), e irei repetir a mesma dose para o André Lima Araújo, apenas a segunda pergunta é diferente!

Poderão admirar alguns dos trabalhos deste desenhador no seu blogue: http://andrelimaaraujo.blogspot.pt/

Penso que o André Lima Araújo tem uma enorme margem de progressão, com um estilo bastante agradável à vista, e levou os maiores elogios nos terríveis grandes fóruns norte-americanos de comics. É bom, porque já vi muito autor ser completamente arrasado nestes fóruns! Para além disso a crítica mais "institucional" tem sido muito boa, portanto prevejo que mais tarde ou mais cedo agarre um título de topo por inteiro!

Biografia André Lima Araújo

André Lima Araújo (1985) formou-se como arquitecto na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho em 2009. Em 2011 assumiu a condição de ilustrador e criador de Banda Desenhada a tempo inteiro, onde o seu trabalho variou entre a BD de autor e o trabalho como ilustrador freelancer, com participações em diferentes edições da Zona (Schaffer Inc. – Parasitóide, Nómada), ilustração dos livros infantis Os Vigilantes das Lagoas (vol. I e vol. II) e colaborações com alguns autores estrangeiros, para além da criação dos títulos Man Plus e Crux Et Gladius. Em 2012 começa a trabalhar para a Marvel, tendo desenhando, desde então, vários números de diferentes títulos (FF#22, X-Treme X-Men #7.1. e #12, Fantastic Four #5AU, Age of Apocalypse #14, Age of Ultron #10AI) e foi recentemente anunciado como o desenhador do novo título Avengers A.I. O seu livro Man Plus está em produção e deverá ser publicado em 2014.


Agora podemos passar à entrevista!

Entrevista a André Lima Araújo

Como chegaste ao mercado norte-americano? Como aconteceu?

Em 2009, logo após terminar o meu curso de arquitectura, conheci o editor da Marvel C.B. Cebulski, no Amadora BD. Mostrei alguns dos meus desenhos e ele deu-me o contacto. A partir daí, entre um ano a trabalhar como arquitecto e outro à procura de emprego (enquanto arquitecto ou autor de BD) fui mantendo o contacto com pessoas da Marvel e mostrando o meu trabalho até que a oportunidade surgiu.

Numa anterior entrevista que te fiz disseste que estavas a tentar publicar alguns títulos teus no mercado norte-americano. Como é que está a correr? É um sonho, ou já é realidade?

É neste momento uma realidade. Além do meu trabalho com a Marvel, tenho vindo a desenvolver um projecto meu e que será publicado para o ano, noutra editora.

Qual é dos teus trabalhos até este momento aquele de que te orgulhas mais, e porquê.

De momento ainda tenho uma carreira relativamente curta e estou a trabalhar em algumas coisas (tanto a nível da Marvel com a nível pessoal) que só daqui a algum tempo verá a luz do dia e com as quais me identifico verdadeiramente, uma vez que além do desenho das páginas propriamente ditas, estou também a trabalhar nas fases de concepção e desenvolvimento.

Daquilo que já foi oficialmente publicado até agora, o meu favorito, tanto de o fazer como do resultado final, foi o Fantastic Four #5 AU, escrito pelo Matt Fraction. Não só porque a nível técnico e de narrativa fiquei relativamente satisfeito mas também pela colaboração com o Matt, que apesar de curta, foi interessante.


Quais são as técnicas de desenho que usas mais neste momento? Tradicional, digital ou misto?

Em termos de desenho é tudo tradicional. Ou seja, lápis e tinta da china. Nos projectos pessoais, além da linha, faço também a balonagem, cor, tons de cinza, logótipos  edição, etc, e todos estes passos são digitais.

Qual é o teu sonho como artista de Banda Desenhada e Ilustração?

Continuar com o que estou a fazer está muito perto do que melhor consigo imaginar. O meu plano sempre foi começar a trabalhar em Banda Desenhada ou pela Marvel ou através dos meus próprios projectos. Independentemente de qual surgisse primeiro, gostaria de experimentar os dois. Uma vez que esteja mais estabelecido, espero conseguir mais tempo para concretizar as minhas ideias, mas sendo que me encontro a trabalhar na Marvel e com um livro de autor em desenvolvimento para publicação, dificilmente posso pedir mais.

Qual o argumentista com que gostarias de trabalhar um dia, e porquê.

É difícil dizer um nome, por isso posso listar aqui alguns dos meus favoritos: Robert Hickman, Matt Fraction (estes dois com quem já colaborei), Mark Millar, Brian K. Vaughn, Robert Kirkman, Brian Wood, Brian Michael Bendis, Scott Snyder, só para citar alguns.

Tenho aqui de mencionar o Sam Humphries, com quem estou a trabalhar para o Avengers A.I. e para já a colaboração tem sido óptima, uma vez que temos várias referências em comum e temos conversado bastante sobre narrativa. Isso por si só faz já dele um óptimo argumentista com quem trabalhar é um gosto.


O que pensas sobre a BD nacional e o seu rumo actual?

Enquanto autor, lamento que não haja condições financeiras (especialmente neste momento) para suportar um mercado verdadeiramente português, onde os autores nacionais possam crescer e expressar-se na sua língua. Isso obriga aos autores a terem de procurar oportunidades noutros locais. Enquanto leitor também lamento não poder ler muitas das minhas colecções editadas em Português e que muitas das que são começadas com edição nacional, não são depois acabadas, o que não ajuda obviamente a conseguir mais leitores.

Por outro lado, com os festivais como o Anicomics, o número crescente de autores a destacar-se e outras iniciativas, como este blog, fica a esperança que a massa compradora/crítica aumentem e que a BD em solo nacional continue a crescer, tanto em produção como em vendas.

Tens projectos actuais, ou futuros, de que possas falar neste momento?

De momento estou a trabalhar em dois projectos, como referi anteriormente, e que deverão ocupar-me os tempos próximos. Na Marvel sou o desenhador no livro Avengers A.I., escrito por Sam Humphries e que terá o seu primeiro número em Julho. O meu livro de autor, Man Plus, está também em produção (escrito e desenhado por mim) e começará a publicação no próximo ano.

Qual o teu sentimento/opinião em relação ao Anicomics?

É um sentimento muito positivo, como já mencionei em respostas anteriores. É um acontecimento criado e gerido por pessoas competentes, que conhecem o público e sabem como preparar um evento deste tipo. Portanto é de destacar não só pelo acontecimento em si mas também pela aproximação que traz entre público, criadores, vendedores, etc., algo que só vem ajudar a estimular a BD nacional a longo prazo.

Alguma mensagem em particular que queiras dirigir aos leitores do Leituras de BD?

Que continuem a ler o site, um local atento e proactivo  e que continuem a comprar e a ler BD e a apoiar os autores nacionais.


Obrigado André!
:)


























O André Lima Araújo para além de estar presente no debate "Desenhadores portugueses no mercado americano", com Jorge Coelho, Daniel Henriques, Filipe Andrade e Nuno Plati; moderação de Mário Freitas (Dia 11 às 14h00 - Auditório), também dará autógrafos dia 11 às 17h00 e dia 12 às 16h00 - Biblioteca, Piso 2.
Vai também estar patente uma exposição de originais na Biblioteca, Piso 0 referente a este desenhador.

Poderão consultar o programa do Anicomics no seguinte link:
Anicomics Lisboa 2013


André Lima Araújo


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Boas leituras
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domingo, 28 de abril de 2013

Regras de Conduta Ética do Leituras de BD



Alguns leitores têm-me feito perguntas sobre possíveis lançamentos, datas, eventos… enfim informação ligada à Banda Desenhada.
Por vezes não ficam satisfeitos com as minhas respostas, pois esperam mais.

Para não haver mais dúvidas sobre este assunto vou passar a escrito as linhas com as quais me conduzo respeitantes a lançamentos, autores, obras, informação editorial e festivais. Assim saberão sempre quais as regras que impus a mim mesmo sobre esses assuntos e com certeza que a partir de agora não ficarão tristes ou chateados pela minha falta de informação, ou respostas dúbias que eu possa dar em alguns assuntos.

Esta é a razão deste post:


Conduta Ética do Leituras de BD
  • O Leituras de BD não fornece informação privilegiada dos autores, sem o seu consentimento.
  • O Leituras de BD não fornece informação privilegiada das editoras, sem a sua autorização.
  • O Leituras de BD não fornece informação privilegiada sobre festivais sem autorização explícita.
  • O Leituras de BD apenas fornece informação sobre lançamento de obras sobre as quais recebeu uma nota de imprensa dos responsáveis editoriais.
  • O Leituras de BD não divulga lançamentos em que o produto já apareceu em outros sites ou blogues apenas com essa informação, evitando assim informações que não sabe se estarão correctas. Ver ponto acima.
  • As divulgações de livros ou eventos regem-se por:
Livros:
- Capa
- Nota de imprensa
- Uma ou várias páginas (facultativo)

Eventos:

- Primeira informação com o cartaz alusivo ao evento e algumas informações pertinentes
- Programação e autores
- Cobertura do evento se possível
- Os eventos apoiados pelo Leituras de BD terão sempre uma cobertura e divulgação o mais abrangente possível, com artigos relacionados, entrevistas, informação sobre autores e informação sobre Workshops que ocorram nesses eventos.


  • Sendo certo que o Leituras de BD também divulga obras que são publicadas no estrangeiro, estas não estão abrangidas pelas regras acima descritas como é óbvio. Apenas obras estrangeiras que este blogue ache relevantes por algum motivo serão divulgadas apenas com informação genérica acessível na Internet.
  • O Leituras de BD coloca o seu logótipo nas imagens digitalizadas pelo autor do blogue, fotografias particulares e imagens fornecidas por autores e editoras especificamente para este blogue.
  • O Leituras de BD não coloca o seu logótipo em imagens retiradas da internet.
  • As colaborações “A Palavra dos Outros” e “Lugar aos Novos” são sujeitas a triagem pelo autor do blogue, tendo de ter a qualidade mínima que este autor entende, embora esteja subjacente a subjectividade neste ponto.
  • Apenas são feitas críticas a livros ou revistas que o autor do blogue possua em papel ou em plataforma digital, excepto na rubrica "A Palavra dos Outros".


Espero que assim os leitores entendam e compreendam porque eu não faço algumas divulgações, ou porque não posso dar algumas informações sobre produtos a sair (ou não).

Será criada uma página estática com o conteúdo deste post, para ficar acessível no topo e para toda a gente que queira consultar.
:)

Boas leituras
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Portugal


Portugal é um grande romance, que tem algumas particularidades, como a de ser escrito, mostrado e lido em Banda Desenhada.
Mas existem outras, como por exemplo o seu autor ser um luso-descendente. O seu nome é Cyril Pedrosa, e já o tínhamos conhecido neste blogue com o seu extraordinário livro “Três Sombras” (que eu vos convido a ler, ou reler, conforme o caso).

Cyril Pedrosa veio pela primeira vez a Portugal no ano de 2006 a convite do pequeno festival de BD da Sobreda. Quem diria? Pois, a maior parte dos fãs de BD ainda não o conhecia nesta altura… mas o ano passado (2012) veio ao Amadora BD para lançar e divulgar o seu grande romance autobiográfico em BD: Portugal!

Editado pela ASA, este livro possui quase 260 páginas iniciadas em 2007, e foi um dos acontecimentos mais aguardados no mundo da BD em 2012. É uma publicação bem “encorpada”, com muitas páginas, em excelente papel e com um “rácio” curto entre a altura e a largura que lhe dá um ar de grande solidez. Parabéns à ASA pela excelente edição que se pode considerar de luxo!

Embora esta seja uma obra com bastante ficção, não deixa ao mesmo tempo de ser muito autobiográfica. Cyril Pedrosa faz uma viagem ao passado da sua família, às suas raízes e porque não dizê-lo, uma viagem introspectiva ao seu próprio “eu”.
A história está pejada de ternura por um país que não conhecia, mas de que aprendeu a gostar! As pessoas, as cores, os cheiros… tudo era diferente da sua vida monótona em França.
O livro, história, autobiografia (como lhe quiserem chamar), é contado a três tempos. Ele próprio (Simon), o seu pai (Jean) e do seu avô (Abel). Todos de apelido Muchat em França, mas na realidade em Portugal eram Mucha…

Esta é uma grande viagem que Cyril Pedrosa Simon Muchat vai encetar, depois de uma vida insípida, sem saber que rumo tomar nela… o seu pai, Jean, foi dominado por essa vida, escudando-se nos seus silêncios e no seu trabalho. A armadura emocional de Simon foi construída com base nos seus pais. Nos seus silêncios, nas sua desavenças.
Mas tudo muda em Portugal! Não há armadura que resista a um primo extrovertido, ao Bairro Alto ou a umas sardinhas assadas!
Simon encontra em Portugal aquilo que lhe faltava. Saber quem era!

A arte de Cyril Pedrosa é “amazing”. Não há como descrever!
A palete de cores é fenomenal, e varia drasticamente conforme as emoções que Pedrosa quer transmitir. E em cima destas cores estão as linhas que dão vida ao desenho. Umas vezes completamente anarcas, outras vezes muito bem delineadas… exactamente como na cor.

Não há como fugir a uma comparação entre Portugal e Três Sombras. O primeiro, muito mais ambicioso a todos os níveis, o segundo muito mais visceral.
Posso dizer que gostei mais da história de Três Sombras, mas gosto muito mais do desempenho artístico de Pedrosa em Portugal.
Os dois livros são muito diferentes, e claro, os dois muito bons.
O leituras de BD recomenda perfeitamente este premiado livro! Custa alguns Euros, mas cada vinheta vale os cêntimos gastos nela! Foi originalmente publicado em França pela editora Dupuis, salvo erro no final de 2011.

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Cyril Pedrosa
Editado em 2012 pela ASA
Nota: 9,5 em 10
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Lançamento Associação Tentáculo: Zona Nippon 2 (Anicomics 2013)


A Associação Tentáculo vai lançar o seu segundo Zona Nippon no Anicomics, à imagem do que fez o ano passado com o primeiro Zona Nippon. A única informação que existe é esta infelizmente.

Fiquem com a nota de imprensa:

Zona Nippon 2

Este é o segundo número da subsérie Nippon caracterizada pela influência oriental.

A Zona Nippon 2, tem 90 páginas e conta com a participação de 19 autores: 

Além de BD e ilustração, este número conta com uma entrevista à autora Selma Pimentel. Desta vez a ilustração da capa ficou a cargo da Paula Almeida.

As encomendas deste e outros números podem ser já feitas, através do nosso e-mail, vejam aqui as instruções. Este número estará à venda por 9€, sendo que sócios da Associação Tentáculo têm um desconto mínimo se 15%.

O lançamento será realizado dia 11 de Maio no Anicomics. Contamos com a vossa presença!
Resta-me desejar que este Zona Nippon seja melhor que o anterior. De qualquer modo vejo muitos autores que não costumam desenhar neste tipo de registo oriental, não sei se será bom, ou mau.
A capa é da Paula Almeida.

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Palavra dos Outros: O Maior de todos os Tesouros por Aida Teixeira


A Aida Teixeira manda outro texto para este blogue. Desta vez uma pequena publicação de Carlos Rocha editada pela Bedeteca de Beja, sim esta bedeteca publica livros de BD...

Fiquem então com as palavras da Aida:

O Maior de Todos os Tesouros



Li, há pouco tempo, um exemplar de uma edição da Casa da Cultura do Município de Beja (nº 5 da Colecção Toupeira, ano 2009) – O Maior de Todos os Tesouros – do desenhador Carlos Rocha, e que, neste caso foi também o argumentista.
Sou amiga pessoal do Carlos Rocha, mas isso em nada me impede de fazer uma apreciação da obra.
É uma pequena história cheia de bom humor, pejada de pormenores que nada têm a ver com a época em que, pretensamente, se passa a aventura, e, parece-me, por isso mesmo têm graça.

O humor do Carlos não passa só pela escrita, também as (ou “os”, ambos são admitidos no léxico português) personagens têm graça, pela postura, pelos tiques, pela afectação com que corrigem ou enganam os seus semelhantes.
Não pretendeu o Carlos, com esta história, fazer história na Banda Desenhada, nota-se que se divertiu a construí-la no seu todo.
Li algures, que um dos personagens é cópia de um personagem de desenhos animados que eu vi no século passado – o Bucha e o Estica – no caso seria cópia do Bucha, e não por acaso não concordo nada.
1 – Porque nem sequer está parecido, a não ser pelo volume.
2 - Se formos por aí, todos os bonecos “gordos” serão cópia do Bucha, e não são. No caso, se calhar, o Carlos ainda não tinha pensado no seu Guga (que, agora, já todos conhecemos), mas o “boneco” gordalhufo que aqui aparece já era o Guga, o Carlos é que ainda não sabia (ou sabia?)


A história é engraçada, e correndo o risco de fazer “spoiler” cá vai: há um grupo de malfeitores que não tem grande sorte nos assaltos, e por isso sonham assaltar alguém da nobreza. Por sorte um dia um nobre “cai-lhes no colo”, e é aí que eles acham que a sorte lhes sorriu finalmente.
O príncipe (sim, sorte grande, o nobre era um príncipe) promete-lhes “o maior de todos os tesouros”, e pronto, lá leva o bando para que tomem posse de tão grande tesouro.

Mas até os nobres têm atitudes pouco nobres, mesmo quando não faltam à verdade, e cumprem o que prometem.
Adorei os pequenos pormenores que se vão descobrindo ao longo da história, como o símbolo do Benfica nas cuecas do chefe do bando, as persistentes correcções que um dos subalternos faz ao chefe.
O desenho? Está bom, mas actualmente (e já decorreram 4 anos) o Carlos desenha muito melhor, com mais segurança, e os “bonecos” saem mais bonitos e naturais, mesmo quando não são para ser bonitos.

E se melhorou tanto em 4 anos, o Carlos vai ser incomparável dentro de alguns anos. Sim, ainda acho que tem margem para aprender, e eu sei que ele gosta de aprender, melhorar, e ir mais longe. Não se contenta com o elogio fácil que grassa por aí “está fantástico”, “fabuloso”, “nunca vi melhor” etc. etc. etc.
Termino com uma citação do chefe do bando de malfeitores “Há tipos que não desenham népia mas julgam-se grandes artistas, e nós sem coragem para dizer-lhes na cara a verdade, mas nas costas deles e entre amigos fartamo-nos de rir”.
O Carlos Rocha não é um desses casos. Ele é, e será um caso sério na Banda Desenhada nacional, e com sorte, salta lá para fora.

Texto de Aida Teixeira

Espero que tenham gostado, para verem as outras publicações da Aida Teixeira é só clicar no nome dela!

Boas leituras
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Workshops Anicomics: Caracterização com Marta Windi Antunes



 Caracterização... acho que deve ser uma palavra essencial a quem quer "vestir a pele" de uma personagem de Anime, BD ou Video Games.

O Anicomics disponibiliza vários Workshops para os visitantes, e hoje vamos falar um pouco com Marta Antunes sobre caracterização. Para isso o Leituras de BD fez uma pequena entrevista à pessoa que vai ministrar este Workshop:


Entrevista a Marta Windi Antunes (Caracterização)

Quando te começaste a interessar por caracterização/maquilhagem?

O meu interesse pela caracterização já vem quase desde pequena. Sempre adorei fantasiar-me, quer no Carnaval, quer em casa. Ao descobrir e me iniciar no Cosplay por volta de 2009, comecei a tomar bastante mais atenção em filmes, por exemplo, como as características de determinado actor tinham sido alteradas de forma a se “transformar” na personagem, e consequentemente comecei a ver como alguns Cosplayers faziam o mesmo para o mais possível se assemelharem às suas personagens. Desde então fiz diversas pesquisas sobre o tema e o interesse cresceu, levando-me a experimentar com aquilo a que tinha acesso.

Quando se fala em caracterização para Cosplay, estamos especificamente a falar de quê?

A meu ver será tudo aquilo que nos permita modificar, em nós, de forma a parecermos o mais possível com a personagem. Orelhas e dentes postiços, ferimentos ou cicatrizes que a personagem tenha, até bodypainting, caso a personagem tenha uma cor de pele fora do comum e até mesmo, para quem pode, prostéticos para grandes ou acentuadas modificações corporais.

Qual o segredo para uma boa caracterização?

Pessoalmente, acho que o segredo para uma boa caracterização é a atenção ao detalhe e uma boa pesquisa.


Embora todos os detalhes sejam importantes para uma boa caracterização, qual é a parte que achas fundamental que esteja a 100%?

A nossa pele! Toda a maquilhagem estará sobre a nossa a pele e para que esta dure e tenha um bom aspecto, devemos ter a certeza de que a nossa pele está limpa e hidratada. Garanto-vos que se aplicarem a vossa maquilhagem sobre uma pele extremamente ressequida ou oleosa, vai sem dúvida notar-se e estragar todo o vosso trabalho e empenho!

Qual a tua personagem preferida para caracterizar?

Pergunta difícil.. não sei se tenho uma favorita, existem diversas personagens extremamente interessantes no que toca à caracterização.

Que conselho darias a quem se inicia no Cosplay, relativamente à caracterização?

Comecem com projectos simples, reúnam muitas imagens de referência e pesquisem! Não tem mal nenhum procurarem tutoriais na Internet nem perguntar/pedir ajuda a outros, muito pelo contrário. Sejam criativos e usem coisas que tenham por casa, papel higiénico é excelente para criar efeitos de cortes e queimaduras!

Qual é a tua opinião/sentimento relativamente ao Anicomics?

O Anicomics é um evento inovador e divertido, com diversas actividades e espectáculos muitíssimo interessantes. Tive a oportunidade de estar no evento do ano passado e foi dos eventos onde me senti mais confortável e mais me diverti. Acho que a única coisa a apontar é que o espaço acaba por ser apertadito para tantos curiosos!

Alguma mensagem em especial que queiras dirigir aos leitores do Leituras de BD?

Apareçam no Anicomics, divirtam-se imenso e passem pelo workshop de caracterização! :D

Obrigado Marta!
:)





















































Penso que é a Marta a modelo destas fotos todas, se não for alguém que me corrija!
:D
A Marta estudou Professional Makeup Artistry em Lisboa Makeup School.

Agradeço a disponibilidade desta Cosplayer, e convido-vos a experimentar este Workshop no Anicomics!

Workshop de Caracterização para Cosplay, com Marta Antunes está previsto para Sábado, 14h00-16h00, Biblioteca, piso 0 - sala multi-usos.
O número máximo de participantes é de 16 e este workshop é gratuito.

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Ilustração: Ticket Stubs por Sara Ferreira


Ilustração de Sara Ferreira para o Leituras de BD!

De referir que Sara Ferreira e Gisela Martins (ilustração do post anterior) são as coloristas do livro da Zakarella em preparação. Irão colorir os desenhos de Jo Bonito, com argumento meu!

Como foi dito em baixo, Sara Ferreira foi autora, com Gisela Martins, da obra vencedora do concurso de Manga Jiman Competition organizado pela embaixada do Japão, em Londres, com a história curta "I Love You". Podem clicar no link atrás para verem essa história na sua totalidade!

Obrigado Sara Ferreira!
:)

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Ilustração: Knight Hunters por Gisela Martins


Ilustração de Gisela Martins para o Leituras de BD!

Gisela Martins, como já foi dito e escrito neste blogue foi a vencedora, com Sara Ferreira, do concurso de Manga Jiman Competition organizado pela embaixada do Japão, em Londres, com a história curta "I Love You". Podem clicar no link atrás para verem todas as páginas dessa história!

Obrigado Gisela!
:D

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Lançamento Kingpin Books: Super Pig - Roleta Nipónica (Anicomics 2013)


A prequela de Super Pig está quase aí!
Vamos conhecer o pai do nosso herói, o grande Caloust Pig, pela mão Mário Freitas (Super Pig) e de Osvaldo Medina (Agentes do C.A.O.S. – Nova O.R.D.E.M.A Fórmula da Felicidade Vol.1A Fórmula da Felicidade Vol.2Mucha).

A cor e os cinzentos estiveram a cargo de uma dupla vencedora: Gisela Martins e Sara Ferreira. É isso, as duas artistas que ganharam o concurso de Manga da Embaixada Japonesa em Londres com  I Love You. Esta dupla já tinha dado cor em várias obras da Kingpin como Super Pig,  A Fórmula da Felicidade  e C.A.O.S. – A Conspiração Ivanov.

Este livro sairá durante o Festival Anicomics, portanto dia 11 de Maio estará acessível a todos quantos o queiram ler.

O seu lançamento terá direito a um debate, com Mário Freitas e Osvaldo Medina; na moderação teremos André Oliveira.
Isto acontecerá no dia 11 às 15h00 no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.



Fiquem com a nota de imprensa da Kingpin:





SUPER PIG: ROLETA NIPÓNICA

Argumento de Mário Freitas
Desenhos de Osvaldo Medina
Cores e Cinzas de Gi Martins & Sara Ferreira

10 de Outubro de 1978. Durante a cerimónia oficial de geminação de Aveiro com a cidade nipónica de Oita, o pequeno SUPER PIG é raptado por três empresários locais sem escrúpulos e usado como moeda de troca numa parceria criminosa com altos representantes da Yakuza da cidade japonesa.


Receando pela vida do seu filho, o mui ilustre CALOUSTE PIG arrisca enfrentar sozinho a bizarra joint-venture mafiosa, mas vê-se envolvido numa espécie de roleta de contornos invulgares, que revelará as verdadeiras intenções do sinuoso Pinheiro, um empresário da Bairrada de reputação duvidosa, e da Yakuza de Oita, que planeia uma invasão gastronómica marcada a sangue.


Depois de Live Hate (nomeado para Melhor Argumento nos Prémios Nacionais Amadora BD), Super Pig regressa com uma nova aventura electrizante, numa fusão perfeita entre BD ocidental e Manga, graças à imaginação de Mário Freitas e aos talentos artísticos de Osvaldo Medina (A Fórmula da Felicidade, Mucha, Agentes do CAOS: Nova Ordem) e das mangakas Gisela Martins e Sara Ferreira, recentes vencedoras do Manga Jiman Competition, um concurso internacional realizado anualmente pela Embaixada do Japão em Londres.



48 Páginas, Cor (8 páginas)
Preto & Branco (40 páginas)
9,95EUR.



























Gostaram destas primeiras páginas? Deixem a vossa opinião!
Podem ver mais uma página no programa do Anicomics 2013, basta clicar no link:

Programa Anicomics 2013

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Boas leituras
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domingo, 21 de abril de 2013

Capas: Green Lantern / Green Arrow #85 (Snowbirds Don't Fly)


Excelente capa de Neal Adams. Foi uma pedrada (desculpem, mas sem outras conotações) no marasmo da ingenuidade dos Comics até então!
Aconteceu em 1971...

Tornou-se uma história emblemática dos Comics norte-americanos.
Foi a primeira a vergar o rígido "Comics Code" que vigorava, e censurava, certos assuntos a ser publicados nos Comics. As drogas era um desses assuntos "taboo", e a DC passou por cima disso!

Com esta história de Denny O'Neil chegava ao fim a Silver Age dos Comics, passando então à denominada Bronze Age. Começavam as histórias a ser mais interventivas socialmente, abordando assuntos que sempre estiveram fora dos Comics, como drogas, racismo, mau estar social, pobreza, etc... começou uma época com argumentos mais "noir"!

Daí a importância da história em questão, uma boa capa e uma história fracturante com o sistema instaurado. Seguir-se-iam outras tanto na DC Comics como na Marvel.

Fiquem com algumas páginas, em que Speedy aparece como um viciado em heroína!































Boas leituras!
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sábado, 20 de abril de 2013

Goody: 20 revistas Comix!


Parabéns à Goody pelas primeiras 20 revistas semanais Disney, publicadas sem atrasos nem interrupções.

Boas leituras!
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Autores presentes no Anicomics 2013: Jorge Coelho (Entrevista)



Jorge Coelho é um dos grandes artistas e ilustradores portugueses da actualidade. Artista bem flexível no que toca ao seu trabalho, entende perfeitamente a linguagem da BD e consegue páginas e ilustrações de alto nível de desempenho artístico.

A primeira vez que tive contacto com este desenhador foi através do livro da editora Image “Forgetless”. Este contacto foi duplo, pois comprei o livro no seu lançamento na loja Kingpin Books e também foi nesse evento que o conheci!
A ideia que com que fiquei dele: um excelente artista, simpático, acessível e simples.

Vai estar presente no Anicomics 2013 como artista convidado e nesse âmbito fiz-lhe uma pequena entrevista para que todos o possam conhecer um pouco melhor, mas antes uma mini-biografia como introdução:

Biografia Jorge Coelho

Nasce em 1977 pouco depois, num rasgo de realismo, desiste do projecto de ser o Homem-Aranha e decide tornar-se desenhador de Banda Desenhada. Ingressa na Escola de Artes e Ofícios António Arroio onde termina o Curso Técnico Profissional de Artes Gráficas e Comunicação, ao mesmo tempo envolve-se com a música como baixista na banda de rock alternativo Honeydope. Começa como estagiário depois maquetista, paginador e criativo na Motorpress Lisboa, de seguida como paginador na Revista Todo Terreno. Por volta de 2000 passa do design para a ilustração ingressa na Trisan Editores. Desde então não mais largou a tinta da china: trabalhou para produtoras de animação e publicidade. Em 2004 forma o Atelier de Alfama, hoje "The Lisbon Studio" onde desenvolve vários projectos na área da banda desenhada, ilustração publicitária e editorial.
Entrevista com Jorge Coelho


Entrevista a Jorge Coelho

Como chegaste ao mercado norte-americano? Como aconteceu?

Bem, quando escolhi voltar a fazer BD, já era ilustrador free-lance, decidi começar por escrever e desenhar histórias curtas minhas, com elas fiz divulgação, um blog (almirantefujimori.blogspot.com) uma página Deviantart e juntamente com colegas construímos o embrião do The Lisbon Studio, na altura o Estúdio de Alfama. Mas foi por internet, a convite de Eric Skillman que tive a minha primeira oportunidade, convidou-me para desenhar uma história curta sua para o EGG #1. A partir desse momento foi um trabalhoso e lento desfiar de acontecimentos, até hoje.

Uma vez disseste-me que não eras um desenhador / ilustrador rápido. Achas que isso te impediria de chegar a títulos on-going nos EUA?

Sim, seres timbrado de "lento" no mercado pode impedir-te de chegar a títulos de responsabilidade. E até de te manteres nesse mercado. Há muita concorrência portanto temos que afiar o espírito e os lápis.

Qual é dos teus trabalhos até este momento aquele de que te orgulhas mais, e porquê.

Do último "Polarity #1" porque é mais abrangente, desafiador e fresco. No entanto gosto bastante de vários trabalhos anteriores, "The Wheel Turns" no Outlaw Territory #2), "One More Day" inédito, na minha página Deviantart, "Below The Fold" para o EGG #1...


Quais são as técnicas de desenho que usas mais neste momento? Tradicional, digital ou misto?

Completamente tradicional, lapiseira 0,7mm com minas azuis e turquesa, pincéis #1 e #2, aparo Speedball 102, canetas pilot 0,4 e 0,25, corrector UHU e Posca branca. Digitalizo e uso o computador para emendas e pós produção. Quando sou eu a fazer cores aí acabo por usar muito mais o computador e a minha rica Wacom 12"...


Qual é o teu sonho como artista de Banda Desenhada e Ilustração?

O meu sonho já foi atingido, era viver do meu trabalho de ilustrador, a partir desse momento é tudo lucro. A verdadeira ambição é a evolução pessoal e auto superação.

Qual o argumentista com que gostarias de trabalhar um dia, e porquê.

Logo á cabeça gostaria de trabalhar com Alan Moore, sei que seria muito difícil e desgastante, seria como jogar no Benfica, creio que valeria a pena e faria maravilhas pelo meu trabalho. Neil Gaiman, Grant Morrison, Mark Millar, John Byrne, Chris Claremont, Scott Snyder... tantos.

O que pensas sobre a BD nacional e o seu rumo actual?

Creio que estamos a um pequeno passo de bater completamente no fundo. Mas fiel ao cliché, em tempos difíceis o bons revelam-se, e acho que nunca vi tantos talentos num mesmo tempo. A lista é demasiado grande para enumerar e não quero secundarizar ninguém, temos artistas de qualidade a produzir em todos os estilos com qualidade.
O que choca de frente com a realidade económica, compram-se poucos livros e ainda menos BD's. As Fnacs, esses eucaliptos editoriais, secaram as livrarias menores e a BD há muito desapareceu do quiosque, onde era popular e realmente comercial. A BD nacional (ou os autores nacionais, para mim são a mesma coisa) está, e vai globalizar, seguir a lógica de economicista em que, se tiver qualidade achará o seu público forçosamente lá fora.


Tens projectos actuais, ou futuros, de que possas falar neste momento?

Actualmente estou a desenhar o "Polarity #3" de uma mini série de 4 para a BOOM! Studios, de projectos futuros ainda nada palpável.

Qual o teu sentimento/opinião em relação ao Anicomics?

Acho que este modelo é o futuro. O meu sentimento é de respeito por um projecto bem executado, popular, comercial e actual - se falarmos com o organizador deste evento ele está a par do que se passa a nível nacional e internacional, está tudo dito.

Alguma mensagem em particular que queiras dirigir aos leitores do Leituras de BD?

Desconheço o perfil do leitor do Leituras mas acho que posso sugerir diversidade, a BD é muito vasta portanto aproveitem e desfrutar da sua enorme diversidade.

Obrigado Jorge!
:)


Homenagem a Jack Kirby

O Jorge Coelho para além de estar presente no debate "Desenhadores portugueses no mercado americano", com André Araújo, Daniel Henriques, Filipe Andrade e Nuno Plati; moderação de Mário Freitas (Dia 11 às 14h00 - Auditório), também dará autógrafos dia 11 às 17h00 e dia 12 às 16h00 - Biblioteca, Piso 2.
Vai também estar patente uma exposição de originais na Biblioteca, Piso 0 referente a este desenhador.
As imagens que ilustram este post foram escolhidas pelo próprio Jorge Coelho.









































































Homenagem a Moebius


Jorge Coelho


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