quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Disney Ouro: Peninha


É uma das minhas personagens preferidas do Universo Disney, e achei a ideal para começar aqui a rubrica Disney Ouro onde irei relembrar aquelas figuras que acompanharam a nossa infância. O Peninha foi mais um (de muitos) que beneficiou dos estúdios Disney do Brasil, que conceberam histórias muito divertidas e lhe deram múltiplos alter egos, cada um mais divertido que o outro.

Fethry Duck foi criado por Dick Kinney e Al Hubbard em 1964, aparecendo numa história do seu primo, o Pato Donald, e mostrando logo a sua natureza descontraída e atrapalhada, tendo estreado no Brasil no ano seguinte onde esta história apareceu na revista do Mickey. Curiosamente também em Portugal a estreia da personagem iria ocorrer numa revista do rato, mas no nosso caso era uma história que trazia também o Tio Patinhas e o Urtigão, datada de 1969 e escrita e desenhada pelos criadores de Peninha.

Não foi amado por Carl Barks, que nunca o utilizou, e também não teve muita sorte com Don Rosa, que mesmo assim ainda deu uso a este simpático pato, chegando inclusive a incluir ele na árvore genealógica que criou retratando a família de patos da Disney.Nos EUA no entanto havia sempre alguma curiosidade em relação ao potencial de Peninha, e este foi sempre aparecendo amiúde nas publicações Disney até começo do Século XXI.

O Brasil soube explorar bem a personagem, muitas vezes era apenas apresentada como quase uma cópia do Pateta, tal a sua atrapalhação e confusão armada sempre que aparecia junto do seu primo Donald, mas ao mesmo tempo com outro tipo de carisma, já que demonstrava ter alguma inteligência e vontade de se safar nos diversos empregos que conseguia. O mais famoso foi sem dúvida o de repórter no jornal A Patada do seu tio Patinhas, onde para além de reportagens escrevia histórias de um dos seus alter ego, o Pena Kid.



O Brasil tinha nos anos 70 e 80 um mercado Disney cada vez mais em expansão, com um estúdio próprio a criar histórias com algumas das personagens mais carismáticas da companhia e que os tornaram ainda mais divertidos aos olhos de todos nós. Autores como Ivan Saidenberg ou Carlos Edgard Herrero ajudaram a criar os alter egos do Peninha, personagens que existiam na sua imaginação, muitos para existir em poucas histórias isoladas mas que acabaram por ganhar outra dimensão, tal o seu carisma e o carinho com que o público os recebeu.

Isso aconteceu não só no Brasil mas também em Itália, país onde Peninha é muito querido, que ficaram contentes e importaram estas histórias com todo o prazer. Tínhamos o Pena Kid, o cowboy (ou caubói) que se acompanhava pelo seu cavalo Azalão (que o safava muitas vezes) e cantava muito mal, mesmo tocando o seu violáo (que também estava sempre presente). Sabíamos que era um produto da imaginação do Peninha, porque muitas das histórias mostravam ele a escrever as aventuras do cowboy para o jornal da Patada, que depois as publicaria.

Mas tínhamos também o Pena das Selvas (imitando o Tarzan), um dos mais divertidos, especialmente por que nenhum animal o respeitava, o Pena Submarino (uma espécie de Aquaman), Pena das Cavernas ou ainda Pena Rubra, um Viking em histórias de aventura. Para além destes alter egos, em 1970 surgia a paródia ao Batman que era o Morcego Vermelho, que se tornou um dos principais heróis do Universo Disney e um dos preferidos de todos.



Tão desastrado como o Peninha, o Morcego Vermelho tinha um carisma extraordinário e para isso muito ajudava às gerigonças que utilizava para combater o crime, muitas da autoria do Professor Pardal, que até a lata de lixo que era usada como quartel general alterou, tornando-a mais do que ela aparentava. Muitas da ssuas histórias envolviam um pobre Coronel Cintra, que tinha que ter uma saudável dose de paciência para suportar as trapalhadas deste herói.

Graças a todos estes alter egos, Peninha esteve presente em mais de 12 edições Extra da editora Abril, algumas dedicadas ao Morcego Vermelho, e uma teve até o nome "Peninha das Mil Faces" reunindo histórias de todos os seus alter egos e mais alguns, como o Pena Vaz de Peninha O sucesso da personagem era tanta, que foi a primeira no Brasil a ganhar um Almanaque, que teve as suas primeiras duas edições entre 1981 e 1982, apresentando assim somente histórias de Peninha, ao contrário das revistas mensais que traziam sempre no mix histórias com outros nomes da Disney.

A segunda edição teve 9 números, entre 1986 e 1993, que a dada altura sofreu uma mudança no seu nome, incorporando também o seu sobrinho Biquinho, que se tornaria também bastante popular. A popularidade de Peninha estava em alta, ele aparecia até em edições Extra dedicadas à Patada, jornal onde trabalhava com o seu primo Donald e onde enfrentavam as constantes ameaças do seu tio Patinhas. Ali surgiram histórias bem engraçadas, que envolviam a cobertura de eventos onde os dois faziam trapalhadas ou então promoções do jornal, que nunca davam bom resultado.


A revista do Peninha teve duas séries, a primeira que durou de 1982 a 1984 e teve 56 edições que tinham a periodicidade quinzenal, e em 2004 apareceu uma mensal que teve 19 edições. Na primeira série era comum ver Peninha a estrelar as suas aventuras sozinho, ou com o seu sobrinho Biquinho, a sua namorada Glória ou ainda o seu cão, que sofria bastante naquela casa. Peninha fez parte também da mítica Série Ouro, onde representou a realidade alternativa onde ele era o Prefeito.

Sempre gostei bastante do Peninha, lembro-me como sofria a tentar educar o seu sobrinho Biquinho (adoro especialmente uma história onde ele tenta que o pequeno deixe de responder não, ou outra em que tenta que escolha a sua profissão no futuro), ou então quando invadia a casa do seu primo Donald porque alguma das suas profissões tinha corrido mal.

Divertia-me muito quando tinha que ir ao sítio do Urtigão, pela Patada ou sozinho, e fui fã de todos os alter egos, em especial o Pena das Selvas e o Pena Submarino.No caso do Morcego Vermelho, apreciava as histórias em que não se levavam a sério, e não as que o tentavam parecer um herói com pouca comédia e trapalhada à mistura. Havia histórias isoladas que me ficaram na memória, como a paródia a Indiana Jones em Caçadores de Penas Perdidas ou então Sancho Pena a acompanhar o Dom Gansote.

Assim como os Irmãos Metralha, também Peninha teve as cores da sua roupa modificadas, passando do vermelho para um amarelo com risca preta na horizontal, mas mantendo o gorro vermelho que o identificava logo. Um pato bem querido e que ficará para sempre na nossa memória.

Se gostaram do Texto, não se esqueçam de visitar o meu blog Ainda sou do Tempo onde abordo temas do passado, ou a página do Facebook do mesmo aqui neste link.

Hugo Silva















































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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Ilustração: Batman por Alfonso Azpiri



Batman desenhado e pintado a aguarela no estilo muito particular de Alfonso Azpiri, o autor de Lorna.

Em baixo mais uma boa aguarela de Azpiri!
:)




Boas leituras
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Akira



Hoje, volto ao tema da banda desenhada japonesa, com Akira, por Katsuhiro Otomo. Akira é uma revolução, em todos os aspectos, tanto no teor, como no impacto sobre as ideias, e as formas, com que se constroem mundos, em ficção científica. Quem olhar com atenção vê, não só a metrópole - Neo Tokio - onde se desenrola a acção, ou as suas personagens, mas o próprio autor que se vai redefinindo e adaptando à obra, naquilo que é, indubitavelmente, o processo de maturação da pessoa, enquanto escritor, criador.




























Mas, voltemos ao início. Katsuhiro Otomo nasceu em Abril de 1954, durante a sua adolescência conhece o autor Shotaro Ishinomori, mangaka (artista de banda desenhada japonesa), mais conhecido por ter criado a primeira equipa de super-heróis japoneses: Cyborg 009. Talvez que a influência o tenha levado a tomar a decisão de, após completa a escola e se deslocar para Tóquio, se tornar, ele mesmo, artista de banda desenhada.



O seu trabalho inicial é composto pela adaptação à arte de vários contos curtos que mais tarde viriam a ser compilados em formato de livro. Com o reconhecimento do seu trabalho veio, igualmente, a necessidade de se aventurar pelo formato - a saga - longa (formato pelo qual a banda desenhada japonesa muito se caracteriza), mas não só, igualmente pela temática da ficção científica. Em 1983, devido à sua obra Domu, uma novela gráfica de 230 páginas baseada no conflito entre dois indivíduos possuidores de poderes psíquicos letais, viria mesmo a ser-lhe reconhecido o mérito aquando da atribuição do prémio da Nihon SF Taishō Award. Não sem controvérsia, afinal de contas, mas por abrir a excepção, visto que seria a primeira vez que a banda desenhada era premiada com tal galardão.

Assim, podemos compreender melhor as circunstâncias que dão origem à obra, Akira. Akira é um projecto gigantesco, composto por aproximadamente 1800 páginas e editado, originalmente, pela casa de edição Kodansha Ltd. O seu público alvo era a população adolescente, um acto que à altura, no contexto em causa, era uma aposta arriscada. A verdade é que, com grande esforço, a primeira edição publicada na revista Shūkan Yangu Magajin, bimensal (de 1982 a 1990), foi uma aposta ganha. Em 1989 seriam contabilizadas três milhões de cópias da saga.





A primeira reedição para a língua inglesa chegou até nós pelo cunho da Epic Comics, associada à Marvel Comics. Para quem não sabe, o processo de ocidentalização de uma obra assim, é um processo complicado. Tanto a balonagem, como a disposição dos quadradinhos, teve de ser toda revista (no Japão a leitura é feita na vertical e a sequência de animação dá-se da direita para a esquerda). Para além do mais, a obra foi toda colorida. Em Portugal também foi feita uma reedição da obra, pela Meribérica, alguns de vós estarão provavelmente recordados. Foi publicada a colecção completa, 19 volumes; infelizmente da obra subsequente de Katsuhiro Otomo, Mother Sarah, foram publicados apenas 3 volumes. E, provavelmente, esta última obra não foi terminada à conta dos preços punitivos, pois que, em 1996 um livro da colecção Akira custava o equivalente a 18€ «é fazer as contas!» só os volumes publicados, saiam do bolso do consumidor pela módica quantia (perdoem-me a ironia) de 342€.

Akira é uma visão pós-apocalíptica do mundo, uma versão da vida pós III grande guerra mundial. Algures, um novo tipo de bomba explode, na área metropolitana de Tóquio, deixando um cenário de devastação. A acção desenrola-se num tempo muito após estes eventos, numa nova cidade renascida - a célebre Neo Tokio de Katsuhiro Otomo - ela ergue-se ainda mais alta e cosmopolita, e as suas gentes vivem uma aparente harmonia. Aqui, é-nos apresentada a vida de um grupo de jovens motards, fascinados pela velocidade e pela rebeldia dos seus actos, numa quase que referência a filmes como Easy Rider, influência confessa pela parte que toca ao autor.




Depois, é um universo altamente militarizado, consequência provável da guerra, e, para além de ser militarizado, é contrabalançado por outro género de forças, forças de resistência, mais ou menos sub-reptícias. Assim, do ambiente monumental que é o futuro, desenrola-se uma história que é, antes de mais, protagonizada por dois adolescentes: Kaneda e Tetsuo. É, pois, acerca de uma amizade, Kaneda é o extrovertido, líder nato, uma força constante de rebeldia e coragem, e Tetsuo que, na sombra do seu amigo, vê-se na situação improvável de desenvolver poderes psíquicos destrutivos, paranormais, pelo que, do início ao fim, a tónica é posta na ascensão de Tetsuo a esse dado poder absoluto, descontrolado, influenciado pela moratória própria da adolescência, ou acerca do conflito entre o "fazer o bem" ou o "fazer o mal", uma das questões essenciais que temos que ir tentando resolver ao longo da vida.

Akira é, para todos os efeitos, a caixa de Pandora, resultado de uma experiência militar num grupo de crianças para o desenvolvimento de poderes psíquicos, e embora não se saiba ao certo, crê-se estar na origem da devastação de Tóquio. É deveras surpreendente a forma como o autor conjuga uma quase visão metafísica, bem própria do universo, pois que, Akira «é aquele que se encontra além do fluxo, stream» uma alusão, quem sabe, à dimensão espácio-temporal. Todos os outros personagens têm que se debater com os seus problemas, com as suas ilusões.






É também um estudo de personagens, personalidades. Como aspecto menos positivo, poderia argumentar que, numa obra tão extensa, a complexidade do ser humano poderia ter sido melhor representada: cada personagem, é quase como uma pequena ilha. Por outro lado, da cadência de acção, do desenrolar da imaginação do autor, quase que torna inverosímil a forma como as personagens se vão constantemente encontrando durante a história, ou a forma como, apesar de tudo, de todas as explosões e devastações, dificilmente morrem: reencontram-se.

O desenho, é um desenho completo. Consegue captar a essência de que é feito o movimento, joga constantemente com diferentes ângulos que são os da câmara do ilustrador, está perfeitamente à vontade aquando explora formas alternativas, recorre a efeitos de sombra ou de luz com mestria. Depois, os cenários são complexos e envolventes, uma característica necessária para este estilo de narrativa. As feições, as expressões, são facilmente reconhecíveis, permitindo ao leitor focar a atenção no essencial: que é o fluir da obra.

Já no filme, nota-se que existe um maior esforço de consistência narrativa, consequência de uma visão mais apurada e construída do universo Akira. Sim, para terminar, deixo aqui uma nota acerca do filme. Realizado e dirigido pelo autor.





Eu cá... Tenho a breve recordação de o ter assistido numa sala de cinema, na sequência de um qualquer ciclo dedicado à animação japonesa. Na impossibilidade, ou falta de vontade, de ler a obra, recomendo o seu visionamento. Nele se pode ver, eu vejo, a influência para outras obras que me surpreenderam, de uma maneira ou de outra: o Ghost in the Shell, por exemplo, baseado na manga, por Masamune Shirow. É de cortar a respiração a forma como se conjugam os cenários, de uma beleza própria, o movimento complexo, ou os efeitos sonoros que nos conseguem ir inquietando à medida que nos aproximamos do clímax narrativo. A solução de clímax não é, na minha opinião, a mais adequada, mas isso é de mim que, influenciado pela banda desenhada, a julguei aquém das inúmeras possibilidades disponíveis, mesmo dentro dos constrangimentos próprios de tempo que um filme tem para resolver.



























 

Sem dúvida, um marco importante na história da banda desenhada, assim como da animação, a ver, ou rever!

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A Palavra dos Outros: Earth 2



tem aqui a segunda participação na rubrica "A Palavra dos Outros". Depois do Manhua (Banda Desenhada chinesa)


Antes de mais quero começar por dizer que sempre fui um leitor Marvel. Sempre li muita coisa que adorei da DC, mas a minha droga mensal predominantemente vinha da casa das ideias. Quando era miúdo, X-men, Superaventuras Marvel, Heróis da TV, Conan, e até o Aranha (colecção do meu irmão) eram tão importantes para mim como alguns membros da família. É claro que também tinha contacto com a DC, mas agora que olho para trás, reparo que se resumia principalmente a mini-séries, e eventos especiais que eu gostava bastante, mas que não me levavam a seguir os personagens mensalmente. A única excepção foi a brilhante Liga da Justiça de Keith Giffen, a única BD (juntamente com a colecção do Conan) que sobreviveu aos tempos em que vendia BD sempre que precisava de dinheiro na adolescência.
A razão desta introdução é para perceberem que comecei a ler Earth 2 sem saber nada ou quase nada dos seus personagens, e que portanto, alterações aos personagens que possam ter ofendido antigos leitores, a mim nem sequer me ocorreram.


Earth 2 – New 52

Este mundo não é aquele que conhecemos. Super-Homem, Batman, e a Mulher Maravilha caíram a impedir uma invasão de Apokolips. Alguns continentes foram devastados e o futuro é mais incerto do que alguma vez foi. E agora?
A premissa é mais ou menos esta. A mim, agarrou-me.

Para começar vou falar da arte. Espectacular. Das raras vezes que pego em revistas de super-heróis é isto que espero. Arte cheia de pormenor mas ao mesmo tempo extremamente expansiva. Nicolla Scott, na minha opinião, fez também um trabalho excelente no que toca a modernizar o aspecto dos personagens. Jay Garrick tem um novo design que na minha opinião está muito bom. A arte é de qualidade extremamente alta e consistente e conseguiu-me fazer nunca largar a história que estava a seguir. Quero só também referir o layout das páginas. Quantas vezes neste tipo de BD vemos o artista, por muito bom que seja, a enfiar tanta coisa numa página que não sabemos para onde olhar primeiro, ou que nos tira o contacto com o que se está a passar. Pois bem, com Nicolla Scott isso não acontece. Esta série está cheia de potenciais posters ou walpapers para o desktop mas o sentido de design do artista trás ordem a tudo e nunca nos deixa a vaguear pela página. Como disse, é isto que espero de uma revista de super-heróis bem feita.

 Em relação à história, e aqui é que parecem estar os problemas para os leitores mais antigos, até agora estou a gostar bastante. Sim, Alan Scott é gay, mas pensei que fosse algo focado nos livros, visto ter lido tanta revolta sobre isso. No entanto, essa parte da história é quase, aliás, é menos do que uma nota de rodapé. Dos vinte e poucos números que li, isso nunca é algo focado ou sequer importante para a história. Pelo contrário, o que é focado é um tipo de Lanterna Verde que eu não conhecia e que adorei. Uma força da natureza que depende do planeta para sobreviver e que tem um sentido de vingança enorme. Adorei mesmo.

Jay Garrick foi o outro personagem que me agarrou a esta revista desde o principio. Tem um idealismo e uma forma de estar que é raro ver-se no mundo de hoje. Faz o bem porque, bem, porque é o que é suposto fazer-se. Não percebe sequer que possa ter outro tipo de comportamento. Um benfeitor algo ingénuo, mas não iludido, que nos ganha com essa simplificação de tomada de decisões. James Robinson conseguiu pegar numa característica que quase sempre dá uma dimensionalidade óbvia ao personagem e tornou-a em algo que a fortalece em termos de interesse perante todas as outras que a rodeiam.

A série tem um ou dois pontos fracos, mas irrelevantes e sem peso nenhum quando comparados com os pontos fortes. A DC agarrou-me com o que se está a passar na Earth 2. É algo a não perder sem duvida. Não sei se o resto dos Novos 52 estão com esta qualidade, mas se estiverem, a Marvel tem de melhorar o que anda a fazer e depressa.


Texto:




O também possui um blogue onde coloca os seus desenhos e pinturas. Façam uma visita para o conhecerem melhor!

A Tartaruga Celeste

Boas leituras
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Ilustração: Frankenstein por Bernie Wrightson


Duas ilustrações extraordinárias de Bernie Wrightson para o livro Frankenstein de Mary Shelley. O detalhe na primeira (de topo) e a força emocional da segunda (em baixo) são soberbos!

Esta edição do livro Frankstein ilustrada por Bernie Wrightson demorou a este artista 7 anos da sua vida. Foram muitas as ilustrações em super detalhe, mas que na realidade ficaram um verdadeiro luxo.

Este trabalho de Wrightson remonta a 1983 numa edição da Marvel com introdução de Stephen King. Mais recentemente a Dark Horse fez uma reedição da obra (2008).






Boas leituras
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sábado, 17 de janeiro de 2015

Livros em Leitura: Janeiro 2015



Tenho lido mais que escrito por aqui. Serve esta rubrica mensal para uma nota breve sobre o que tenho lido durante o mês e uma curta e preliminar opinião sobre esses mesmo livros.

Não farei menção a releituras.

Assim:

Logicomix


Está a ser interessantíssimo! Não estava à espera que me fosse apanhar desta maneira. Em leitura.



Fables Deluxe Vol.7


Mantém a qualidade da série, sem grandes altos e baixos na qualidade. Em leitura.



Infinity HC


Deu para passar bem o tempo. Não foi grande coisa, mas não esteve mal no aspecto do entretenimento. Lido.



Original Sin HC


História muito fraca e confusa, apenas a arte se safa neste livro. Sem mais comentários. Lido.



Claymore #25


Subiu de nível em relação ao número anterior. Anuncia o final desta boa série de entretenimento Manga. Lido.



XIII: Três Relógios de Prata / O Julgamento


Manteve o excelente nível da série. Foi uma boa aposta esta da ASA e do jornal Público editarem a totalidade da série. Lido.

Nota: Todas as capas foram "sacadas" da internet, não fiz scan. Apenas para artigo completo irei apresentar capas e páginas "scanadas" por mim.

Boas leituras
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cartoon: De Braccvs Abertvs por Carlos Rocha



Cartoon retirado do Boletim SOS Handling, publicado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA). O seu autor é o nosso conhecido Carlos Rocha.
Retrata perfeitamente a actualidade, só posso dizer: grande Carlos!

Peço desculpa por ter alterado o título original para a legenda do cartoon, mas achei que se coadunava melhor ao que se passa agora. O cartoon era de Dezembro, e o título original é: Malas e Amadeusa - Fantasma do Natal Futuro.

Boas leituras
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Capas Imaginárias: Spider-Woman #1


Frank Cho decidiu fazer um sketch cover da capa da revista Spider Woman #1. Sim, aquela da polémica "Manara"!
O resultado é este!
(WOW! diz o "Aranhiço"...)
:D

Aqui em baixo a capa de Milo Manara que foi censurada pela Marvel, devido à celeuma provocada pelo rabo da "Aranhiça"...
:)




Boas leituras
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Ilustração: Storm por Don Lawrence




Fantástica página do livro The Living Planet da série Storm.
Quem me conhece sabe, Don Lawrence está no top das minhas preferências, e de vez em quando gosto de expor aqui trabalhos dele porque na realidade (e infelizmente) não há muita gente em Portugal e no Brasil que conheça a sua obra.

Infelizmente não tenho o poder monetário necessário para ter tudo o que gostaria deste artista...

Podem ver mais coisas de Don Lawrence neste blogue no link em baixo:

Storm

Boas leituras
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Animação: A Smallville Man

 

A Smallville Man é um animatic film de Mauricio Abril.
E o que é um animatic film?
É uma versão preliminar de um filme, produzido pela filmagem de sucessivas imagens de um storyboard, e adicionando uma faixa sonora.

Maurício Abril formou-se na UCLA em Biologia Molecular, mas mais tarde acabou a sua graduação no Art Center College of Design em Entertainment Design. Não é propriamente um desconhecido dos grande estúdios pois alguns dos seus clientes são a Disney Imagineering, Disney Interactive Studios, Hasbro Inc e o The Hettema Group.




Já tinha feito algo de muito bom no universo da DC (e com excelentes críticas) com um filme similar a este baseado na figura do Cavaleiro das Trevas,  Batman: A Gotham Fairy Tale, com o som "Knights of Cydonia" dos Muse. (aconselho a clicar no link e ver também).

Ontem brindou-nos com um filme de quase 5 minutos com o Homem de Aço em pano de fundo. São mais de 150 maravilhosas ilustrações ao som de "Walk" dos Foo Fighters!

Maurício Abril consegue captar a essência do Superman na totalidade. Um storytelling irrepreensível com a cadência da música "Walk" a mesclar-se perfeitamente.
Um pequeno filme em que o poder do Superman conta. Conta porque inspira! Tudo o que o Superman representa está aqui, e muitos dos seus argumentistas (tanto nos comics como no cinema) deveriam ver este filme para sentirem a essência do Super-Homem.




Não passem por cima deste pequeno e poderoso animatic film, nem do momento 3' 48", uma excelente homenagem aos criadores do Homem de Aço.



Boas leituras
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Corto Maltese: A Balada do Mar Salgado


Antes de mais, fica aqui o meu desejo para todos «que este ano seja um ano cheio de leituras de boa banda desenhada» ou, ainda melhor que «este ano venham a conhecer novas e melhores formas de se contar e desenhar histórias». É verdade que não começou bem, mas enfim...

E vou começar o ano assim, com uma homenagem a um dos meus autores preferidos de banda desenhada até porque, ao fazê-lo, estou ao mesmo tempo a reviver as fábulas de uma das personagens que mais me influenciaram ao longo destes anos: Corto Maltese por Hugo Pratt.

E vou começar precisamente pela obra A Balada do Mar Salgado até porque, cronologicamente (publicada entre 1967-1969), é a peça de abertura para o texto épico que se viria a desenrolar até à década de 90. Se aqui o denomino de épico não será tanto pelo carácter heróico dos seus personagens «que na maior parte das suas vezes, são tudo menos heróis» mas mais pelo carácter devastador das suas acções, que tanto a nível físico como a nível da sua psicologia, nos levam a embarcar num mundo de consequências grandiosas: ao mesmo tempo letais; ao mesmo tempo mágicas.

Corto Maltese é isso mesmo, um jogo de personagens complexas, não meras formas icónicas ou ideias que representam o homem característica a característica «bom/mau», «feio/bonito», «rebelde/conformado», mas um todo conjunto, espectro de ideias que nos definem a personalidade tal qual como é «conferindo espessura ao argumento, mas não só, dando-lhe também veracidade».

A Balada do Mar Salgado decorre algures ao largo da Papua e nela é desenhada uma história de pirataria moderna, de eventos que terão decorrido pouco antes, e durante o começo da I Guerra Mundial. É também uma narrativa inserida dentro de um jogo de xadrez de potências, no teatro pré grande guerra, onde se começam a impor as forças quase que imperiais que eram: os ingleses; os alemães; ou os japoneses. Algures, no limbo que é a cartografia deste espaço, existe uma ilha denominada de "escondida", que é comandada por uma figura misteriosa chamada apenas de monge que, acreditando nas histórias contadas pelos aborígenes, tem mais de 200 anos. A verdade é mais plausível, quem sabe, não interessa...

Depois, são-nos apresentadas algumas das personagens principais que nos vão acompanhar ao longo do trabalho de Hugo Pratt: Corto Maltese, o marinheiro que não necessita de apresentação; Rasputine, pirata psicopata, melhor amigo de Corto Maltese; os irmãos Cain e Pandora, que são recolhidos após uma terrível tempestade e um naufrágio. Se o espectro ou a expectativa de guerra nos introduz um factor de caos à narrativa, pelo menos algumas coisas se mantém constantes: a calma placidez do Pacífico; a fúria das suas ondas gigantescas e destroços; o destino de Corto Maltese, pois que, o nosso quase-que-herói, aquando pequeno, pegou numa faca e desenhou a sua própria linha da vida na palma.





























O traço, é um traço simples  mas muito rico e eficaz, a preto e branco, muitos de vós já o devem conhecer, quanto a mim, nunca me deixa de surpreender.

Dizer mais do que isto, estaria a contar-vos de novo a Balada do Mar Salgado. Leiam.
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domingo, 11 de janeiro de 2015

Lançamento Goody: Simpsons #9



E saiu no início deste mês mais um revista dos personagens amarelos mais conhecidos do mundo: Os Simpsons.
Já é o nono número! Parabéns!
:)
Fiquem com a informação da editora e algumas páginas:

Simpsons #9

Nesta nona edição da BD Simpsons, apresentamos 5 histórias nunca vistas em televisão.

Começamos com “Qual é a frequência, Simpson?”, onde Bart e Lisa recebem o seu próprio programa televisivo e tornam-se verdadeiramente estrelas de TV em Springfield.



























Em “A Dama e o Palhaço”, Moe, Marge, Krusty e Otto são as estrelas de uma história de inspiração noir ao jeito dos anos 1930.

Voamos para “Hospedeiras pouco hospitaleiras” onde a desgraça se abate sobre Patty e Selma que são despedidas mas são depois recrutadas para a companhia aérea do Sr. Burns como assistentes de bordo.

Descobrimos o brilho de Bumblebee Man numa mini-história em “Ay, que lástima!”, e, finalmente, mas não menos importante, Milhouse prepara-se para a foto da escola após ficar com o cabelo coberto de pastilha em “Dia da fotografia”.

Bom Ano



























Boas leituras
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