segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Lançamento Arte de Autor: Duke - A Lama e o Sangue



A editora Arte de Autor traz-nos mais uma vez uma obra de um grande autor europeu para este festival da Amadora.
O grande Hermann revisita um mundo que conhece bem, e que gosta de retratar nas suas histórias, o oeste norte-americano, sempre numa visão suja e não aquela dos cowboys limpinhos e brilhantes com pistolinhas a luzir. Aqui joga-se sujo.

Parabéns à Arte de Autor que está a fazer grandes apostas europeias em português. E ainda não tenho a nota de imprensa do outro lançamento desta editora, mas vou desvendar aqui.

É simplesmente uma das séries mais geniais que eu conheço e que eu tinha perdido a esperança de a ver continuada em português, uma pérola de Jodorowsky e Boucq:  Bouncer (podem clicar no link para conhecerem)

Agora Duke!



DUKE - A LAMA E O SANGUE


EM 1886, UM DOS PEQUENOS POVOADOS DO COLORADO, NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, VÊ-SE ATEMORIZADO POR SÁDICOS PISTOLEIROS CONTRATADOS PELO PROPRIETÁRIO DE UMA MINA, OS QUAIS NÃO TÊM QUAISQUER ESCRÚPULOS EM ASSASSINAR TODOS OS QUE CRUZAM O SEU CAMINHO.
MAS QUANDO AS VÍTIMAS COMEÇAM A SER MULHERES E CRIANÇAS, DUKE, O AJUDANTE DO XERIFE LOCAL, É OBRIGADO A ABANDONAR A SUA NEUTRALIDADE E A REVELAR QUE MELHOR SABE FAZER: RECORRER ÀS ARMAS.



Argumento: Yves H
Desenho: Hermann
Edição: Cartonada
Número de páginas: 56
Impressão: Cor
Data de Edição: Outubro de 2017
Editor em Portugal: Arte de Autor
ISBN: 978-989-99674-9-6
PVP: 15,00€


Autor
Hermann Huppen nasceu na Bélgica em Julho de 1938. Depois de ter terminado os estudos para ser fabricante de móveis, e de ter trabalhado duas semanas nesta profissão, abandona-a para ingressar num gabinete de arquitectura. Paralelamente, e à noite, Hermann estuda desenho de arquitectura e de decoração interior na Academia de Belas Artes de St. Gilles (Bruxelas).
Após uma permanência de 3 anos no Canadá, regressa a Bruxelas e casa-se. O acaso dita-lhe como cunhado Philippe Vandooren, futuro director editorial da Dupuis, o qual lhe encomenda uma pequena BD para uma revista de que é responsável. Essa história chama a atenção de Greg, que entra em contacto com o jovem autor e lhe propõe uma experiência de 6 meses no seu estúdio. E é assim que em 1966 Herman começa a ilustrar Bernad Prince, uma série escrita por Greg e que é publicada na revista Tintin. Depois de uma incursão na série Jugurtha (1967), da qual desenha os dois primeiros tomos, Hermann retoma a colaboração com Greg em Comanche, série que surge em Dezembro de 1969.
Em 1977, Hermann sente necessidade de criar a sua própria história e lança-se na sua primeira série a solo: Jeremiah. Entre 1980 e 1983 ilustra Nic, uma série com argumento de Morphée (aliás Philippe Vandooren). Em 1984 iniciou uma série que decorre na Idade Média, As Torres de Bois Maury.
Exigente, curioso e criador incansável, Hermann dedica-se na década de 90 à criação de “one-shots”: Missié Vandisandi (1991), Sarajevo-Tango (1995), Caatinga (1997) ou On a tué Wild Bill (1999).
Em 2000, e com a cumplicidade de Van Hamme, desenha Lune de Guerre. Depois, com argumentos do filho, Yves H., surgem histórias como Liens de Sang, Le Secret des Hommes-Chiens, Rodrigo, Zhong Guo, Manhattan Beach 1957, The Girl From Ipanema... ou Duke.
Hermann, que recebeu várias distinções ao longo da sua carreira, foi em 2016 distinguido com o Grande Prémio do Festival de Banda Desenhada de Angoulême.





Boas leituras



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